terça-feira, 10 de maio de 2011

Paralisação nacional é nesta quarta!

09-05-2011
Semana mobilizará trabalhadores em educação pública pela aprovação do PNE e pelo cumprimento da Lei do PISO com paralisação nacional dia 11 de maio

CNTEA partir de hoje até o dia 13 de maio a CNTE promoverá a Semana de Mobilização pela Educação. O objetivo é pedir aos parlamentares a aprovação ainda este ano do Plano Nacional de Educação (PNE) e cobrar dos gestores públicos o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) - Lei 11.738/08. O ponto alto da semana será a paralisação nacional na quarta-feira, 11 de maio. Neste dia, representantes das 41 entidades filiadas à CNTE se concentrarão em Brasília. A programação inclui ato em frente ao Congresso Nacional, reunião com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, visitas aos gabinetes dos parlamentares e audiência pública na Câmara dos Deputados com o tema qualidade da educação. Os sindicatos de educação de todos os estados organizarão suas atividades locais.

O PISO é Constitucional
A Semana acontece em um momento crucial para a educação pública brasileira. Recentemente, os educadores conquistaram uma vitória com o fim do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167, em que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela constitucionalidade da Lei do Piso do magistério. “Com esta decisão do STF, não há mais desculpas para os prefeitos e governadores não aplicarem a lei em seus municípios e estados”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão.

Porém, a vitória dos educadores não encerra a luta da categoria. Mesmo considerando a hora aula-atividade constitucional (questionada pelos governadores), é possível que alguns gestores, que não têm compromisso com a educação de qualidade, não apliquem efetivamente a Lei. Nestes casos, a CNTE orienta que os sindicatos ingressem com ação judicial nos tribunais estaduais.

Plano Nacional de Educação
O Plano Nacional de Educação também está no centro dos debates dos educadores durante a Semana Nacional de Mobilização. O Projeto de Lei do PNE (PL nº 8.035/10) foi enviado ao Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2010 e deve alcançar suas metas até 2020.

A CNTE não tem dúvidas de que o sucesso do PNE se dará com o cumprimento das deliberações da Conae, que adota como referência a luta por uma educação pública, gratuita, universal e de qualidade socialmente referenciada. “A experiência que tivemos com o PNE 2001/2010 deixou traumas na comunidade educacional, pois preteriu a maior parte das propostas construídas pela sociedade brasileira”, lembrou Roberto Leão ao destacar os vetos do então Presidente Fernando Henrique Cardoso a alguns itens do PNE 2001/2010, dentre eles, o que se referia à destinação de 7% do PIB à educação.

Atualmente o PNE está em trâmite na Câmara dos Deputados. Uma das propostas da CNTE ao PNE é que sejam destinados 10% do PIB à educação pública até 2014, e não apenas 7% até 2020, como proposto pelo MEC.

Marcha dos Prefeitos
A mobilização coincide com a realização da Marcha dos Prefeitos, que acontece em Brasília de 10 a 12 de maio. Os educadores irão aproveitar a presença dos prefeitos na capital federal para cobrar a efetiva implementação da Lei do Piso. “Existe uma história de que o pagamento do Piso aos educadores quebrará os cofres públicos. O que quebra os municípios e estados não é o pagamento do Piso, mas o desvio de verbas, como o que é destinado à educação pelo Fundeb. O trabalho desenvolvido pelos professores é tão árduo que até este valor estipulado pelo MEC ainda é baixo”, ressaltou Leão. O presidente da CNTE se refere ao valor de R$1.187,97 proposto pelo MEC e que se contrapõe ao valor de R$1.597,87, requerido pela CNTE.

O discurso de que não há verbas para o pagamento do Piso também não convence, pois no início de março, o MEC publicou Portaria (nº 213/2011) definindo critérios para os entes federados requererem a complementação da União para pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério.

Cálculo do Fundeb
Recentemente, a CNTE percebeu um erro de cálculo do valor per capita anual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (fundeb) em 2010. Em abril do ano passado, o valor mínimo foi estimado em R$1.414,85 e somente agora se verificou que deveria ter sido R$1.529,97. A desatenção em relação à arrecadação fiscal se deve ao descaso dos ministérios da Fazenda e da Educação em não divulgar, periodicamente, os boletins de execução do Fundeb, em nível nacional.

Esta sistemática de acompanhamento da execução orçamentária, aplicada durante todo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e, lamentavelmente, omitida desde o início do Fundeb, tem dificultado o controle social das verbas do Fundo da Educação Básica. Caso as informações tivessem sido repassadas à sociedade, certamente o valor per capita do Fundeb de 2010 teria sofrido reajuste, naquele mesmo ano, dado que as receitas efetivas dos fundos estaduais encontravam-se significativamente superiores que as previstas nos orçamentos.

Diante disso, a CNTE acredita que a quantia de R$ 1,25 bilhão do repasse atrasado deve ser devidamente aplicada sob os critérios legais, devendo os ministérios públicos e tribunais de contas serem acionados em caso de descumprimento por parte dos gestores públicos.

Programação – 11 de maio em Brasília
9:00 – Concentração na tenda da CNTE (em frente ao Congresso Nacional)
10:00 – Visita aos gabinetes dos parlamentares (Câmara dos Deputados)
14:30 – Audiência Pública na Comissão Especial do PNE (Plenário 10, do Anexo II, da Câmara dos Deputados)
17:00 – Panfletagem aos prefeitos(as) (entradas do Congresso Nacional)
(CNTE, 09/05/11)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Senado aprova carga horária maior para ensinos infantil, fundamental e médio

ícone acontece

Na última terça-feira, 3 de maio, o Senado aprovou projeto que amplia de 800 para 960 horas a carga horária mínima do ensino básico (fundamental e médio) no país. A Casa também aumentou a frequência mínima dos alunos exigida para aprovação no ensino básico dos atuais 75% para 80% no ano.

Como os dois projetos foram aprovados em caráter terminativo (sem ter que passar pelo plenário) na Comissão de Educação do Senado, seguem diretamente para análise da Câmara.

O projeto que amplia a carga horária para 960 horas modifica a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) na tentativa de aumentar os conteúdos trabalhados em sala de aula com maior tempo dos alunos nas escolas por ano. O texto exclui das 960 horas o tempo reservado para os exames finais.

“A literatura de estudos a respeito da duração do tempo letivo e de sua extensão aponta alta correlação positiva desse fenômeno com o rendimento ou desempenho dos alunos”, disse senador Cyro Miranda (PSDB-GO), relator da matéria.

O senador afirmou que, enquanto o país não alcança a meta de implantar o ensino integral em pelo menos 50% das escolas e educação básica do país, o projeto prepara governos estaduais para a sua ‘gradual implementação’. ‘Começar com uma hora de acréscimo à jornada diária atual pode fornecer importantes lições.’

Já o projeto que aumenta o período de frequência dos alunos às salas de aula determina às escolas executar o controle de frequência dos alunos – desde que respeitados os 80% para o mínimo comparecimento ao longo do ano. ‘É um percentual bastante elevado, mas que ainda garante a possibilidade de 20% de faltas’, disse o senador Inácio Arruda (PC do B-CE), relator do projeto.

Se os projetos forem aprovados na Câmara, as mudanças devem entrar em vigor a partir do dia 1º. de janeiro do segundo ano letivo subsequente à sua aprovação.

Fonte: Folha de S. Paulo (online

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Diretrizes de educação flexibilizam definição de grade

Em Brasília

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou hoje, por unanimidade, as novas diretrizes do ensino médio, que devem trazer mudanças nas escolas brasileiras, públicas e privadas. As diretrizes - que precisam ser homologadas pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para entrar em vigor - pretendem conferir mais autonomia e flexibilidade às escolas na definição da grade curricular e permitir que os estudantes de ensino médio noturno tenham mais tempo para concluir os estudos.

Entre os pontos defendidos pelo conselho está a montagem do projeto político-pedagógico a partir de quatro áreas de atuação - ciência, tecnologia, cultura e trabalho. Cada escola escolheria a sua vocação, por meio do "diálogo" entre corpo docente, alunos, redes de ensino e as comunidades locais. Uma escola de uma região industrial, por exemplo, poderia enfocar a área de tecnologia, abrindo mais espaço às disciplinas de física e química, sem deixar de lado outras matérias, como língua portuguesa e história.

"O ensino médio tem de ser entendido como uma etapa final da educação básica, capaz de atender ao projeto de vida das pessoas", defende o conselheiro José Fernandes de Lima, relator das diretrizes. "Ele não é o trampolim para a universidade, pode preparar para a universidade, mas essa não é a sua única missão. Tem de preparar para a vida, servir para o mundo do trabalho e da cidadania; deve ter uma unidade, mas para que seja aplicado em todo o Brasil é preciso que seja flexível".

A definição das novas diretrizes surge uma semana após o lançamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que visa a formar mão de obra qualificada por meio de capacitação técnica e profissional de alunos do ensino médio, além de beneficiários do Bolsa-Família e reincidentes do seguro-desemprego. Enquanto isso, uma comissão especial na Câmara trata do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê metas para ser atingidas até 2020.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Prorrogado prazo para professor aderir à remuneração por subsídio

Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais

O Governo do Estado vai prorrogar o prazo para que os professores façam a opção por aderir à remuneração por subsídio ou permanecer no atual sistema remuneratório da categoria. A garantia foi dada pela subsecretária de Estado de Gestão de Pessoas, Fernanda de Siqueira Neves, durante audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizada nesta quarta-feira (4/5/11).

O prazo para essa adesão se encerraria na próxima segunda-feira (9), mas teve que ser prorrogado em função de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que estados e municípios adotem o conceito de piso como vencimento inicial de carreira, vedando a incorporação de gratificações para a composição do valor. O piso nacional dos professores foi estipulado em R$ 1.187, para profissionais com nível médio de educação, conforme a Lei Federal 11.738, de 2008.

Segundo a subsecretária Fernanda Neves, o governador Antonio Anastasia autorizou a prorrogação do prazo de escolha pelo subsídio por mais 30 dias. Uma resolução das Secretarias de Estado de Educação e de Planejamento e Gestão estabelecendo nova data-limite deve ser publicada até sexta-feira (6), de acordo com a subsecretária. Foi agendada uma reunião nesse mesmo dia entre representantes do Governo do Estado e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) para discutir as demandas da categoria, garantiu Fernanda Neves.

O governo aguarda a publicação de acórdão do STF com o detalhamento dos critérios para o cálculo do piso salarial dos professores para então definir como o Estado vai se adequar à Lei Federal 11.738. De acordo com o deputado Rogério Correia (PT), que solicitou a audiência, o vencimento básico da categoria em Minas é de R$ 369, para professores de nível médio com carga horária de 24 horas semanais. Quem optar pela remuneração por subsídio, que exclui vantagens como quinquênios e biênios, inicia a carreira recebendo R$ 1.122, conforme a Lei 18.975, aprovada em 2010.

Sindicato critica proposta do governo

A proposta do Governo do Estado não agradou o sindicato dos professores. "A prorrogação do prazo (de adesão à nova política remuneratória) é uma estratégia do governo, que não conseguiu convencer as pessoas a optarem pelo subsídio. Nós pedimos a prorrogação desse prazo em fevereiro e a (secretária de Educação) Ana Lúcia Gazzola disse que o governo não tinha interesse em prorrogá-lo", criticou a presidente do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira.

O Sind-UTE aguarda a publicação do acórdão do STF para tomar medidas judiciais contra o Estado, informou Beatriz Cerqueira. Enquanto isso, o sindicato orienta os professores que optaram pelo subsídio a retornarem ao sistema remuneratório anterior, que garante a incorporação de quinquênios e biênios ao vencimento básico da carreira. O Sind-UTE não descarta a realização de nova greve para forçar o governo a adotar o piso salarial nacional dos professores, segundo Beatriz Cerqueira. "Não dá para falar em educação de qualidade sem professores valorizados", justificou.

Outra reivindicação da categoria é a revisão do plano de carreira. Segundo Beatriz Cerqueira, os professores do Estado levam até oito anos para conseguir a primeira progressão por escolaridade. O prazo para que o curso de mestrado seja reconhecido para efeito de progressão na carreira pode levar até 20 anos, ainda de acordo com a sindicalista. "É uma carreira sem perspectiva de futuro. Desse jeito, em pouco tempo não vai haver quem queira ser professor de escola pública em Minas Gerais", afirmou.

Deputados manifestam apoio aos professores

O deputado Rogério Correia chamou de "esperteza" do Governo do Estado a decisão de remunerar os professores por meio de subsídio, que exclui quinquênios e biênios do vencimento dos servidores. "O subsídio na prática é um teto salarial. Os servidores que optarem por essa forma de remuneração não terão progressão na carreira, só aumentos pequenos", afirmou o parlamentar. O deputado defendeu a revisão do plano de carreira e adoção do piso nacional como salário-base da categoria em Minas.

Todos os deputados que se manifestaram lembraram que o piso nacional agora é lei e, por isso, deve ser cumprido. "Decisão do Supremo não se discute, aplica-se", resumiu Carlin Moura (PCdoB). Segundo ele, a própria secretária de Educação teria dito que para cumprir a decisão judicial, desrespeita-se até a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ivair Nogueira (PMDB) lembrou que o pagamento pelo subsídio pode parecer interessante agora, mas pode trazer prejuízos para a categoria no futuro. "É fundamental estabelecer uma política pública para a educação que inclua a valorização do professor", defendeu.

Paulo Lamac (PT) afirmou que é preciso valorizar os profissionais de educação para melhorar a qualidade de ensino e garantir o desenvolvimento do País com sustentatibilidade. Com esse mesmo raciocínio, o também petista Almir Paraca afirmou que se não houver um salto de qualidade na educação brasileira, o desenvolvimento em curso não vai avançar.

A deputada Maria Tereza Lara (PT), que também é professora, estimulou a plateia a fortalecer o Sind-UTE, que em sua opinião, é um dos responsáveis por conquistas anteriores da categoria. Ex-sindicalista, o colega de partido, Pompílio Canavez, reforçou a importância da entidade e disse que a luta dos professores não termina com o estabelecimento do piso. "É preciso lutar para que os municípios também cumpram a decisão do STF", considerou. Do mesmo partido, Adelmo Carneiro Leão sugeriu que os professores mineiros ganhem, no mínimo, o mesmo que ganha um soldado. "O piso é ainda muito pequeno", disse.

Outros três deputados do PT, Paulo Guedes, Ulysses Gomes e Elismar Prado, também se pronunciaram a favor dos professores e da implantação do piso nacional em Minas Gerais. "A gente só quer que o governo cumpra a lei", afirmou Prado.

O governista Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) reconheceu que a lei precisa ser cumprida e afirmou que a preocupação em adequar-se à decisão do Supremo é uma preocupação da Secretaria de Educação. Segundo ele, o governo tem pressa em chegar a um entendimento com os professores.

Polêmica - Causou polêmica entre os deputados a decisão de realizar a audiência pública no Plenarinho IV, que não comportava a quantidade de pessoas que queriam assistir ao debate. Segundo o Sind-UTE, cerca de 2 mil servidores da educação estavam na ALMG para acompanhar a reunião da Comissão de Administração Pública. Deputados da oposição chegaram a falar em censura por parte do governo. Finalmente, a reunião foi transferida para o Plenário, onde foi acompanhada por servidores que lotavam as galerias.

Adiada votação de parecer de projeto do Tribunal de Contas

Foi adiada a votação do parecer de 1o turno do Projeto de Lei (PL) 717/11, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que cria cargos e faz várias alterações na estrutura administrativa do órgão. O relator, deputado Gustavo Corrêa, determinou a distribuição de cópias (avulsos) de seu parecer. Ele opinou pela aprovação do projeto na forma do substitutivo no 1, da Comissão de Constituição e Justiça. Nova reunião para votar o parecer foi convocada para esta quinta-feira (5), às 10 horas.

Presenças - Deputados Gustavo Corrêa (DEM), presidente; Délio Malheiros (PV), vice; Bonifácio Mourão (PSDB), Fred Costa (PHS), Ivair Nogueira (PMDB), Neider Moreira (PPS), Rogério Correia (PT), Paulo Lamac (PT), Durval Ângelo (PT), Sargento Rodrigues (PDT), Pompílio Canavez (PT), Adalclever Lopes (PMDB), Carlin Moura (PCdoB), Almir Paraca (PT), Elismar Prado (PT), Bosco (PTdoB), Ulysses Gomes (PT), Antônio Júlio (PMDB), Adelmo Carneiro Leão (PT), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Paulo Guedes (PT) e deputadas Maria Tereza Lara (PT), Rosângela Reis (PV) e Liza Prado (PSB). Também participaram da reunião o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Franklin de Leão; o subsecretário de Estado de Administração de Pessoal, Leonardo Petrus; e a assessora especial da Secretaria de Estado de Fazenda, Marize Pereira da Cunha.

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - www.almg.gov.br

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