quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Programa Saúde na Escola

O Programa Saúde na Escola (PSE) foi instituído através de um decreto assinado pelo atual presidente do Brasil. Em uma parceria entre a Secretaria da Educação e da Saúde, a solenidade de assinatura contou com as presenças dos ministros Fernando Haddad (Educação), e José Gomes Temporão (Saúde). Esse programa terá vigência a partir de 2008, quando 26 milhões de estudantes terão atendimento médico nas escolas onde estiverem matriculados.

Notícias informam que recursos na faixa de oitocentos e quarenta e quatro milhões serão destinados ao atendimento médico e odontológico de alunos da Educação Básica (da Educação Infantil ao Ensino Médio).

A partir de realização de consultas com otorrinolaringologistas e oftalmologistas e o diagnóstico precoce de hipertensão arterial nas salas de aula, estão previstos pelo programa o fornecimento de óculos e próteses auditivas para os alunos da Educação Básica das escolas públicas.

Dentro de 90 (noventa) dias, os ministérios da Saúde e da Educação devem consolidar acordos com as entidades federadas para promover as ações previstas no programa. Esse plano será instaurado nas instituições de ensino e serão programadas ações no sentido da aquisição de hábitos saudáveis de vida, como a atividade física e o incentivo à alimentação balanceada nas escolas. O Programa Saúde na Escola (PSE) é fundamental no Plano de Aceleração do Crescimento da Saúde, o “Mais Saúde”.

A partir do programa Saúde na Escola, serão incentivadas as oficinas de prevenção ao uso de álcool, tabaco e drogas em 56.550 escolas públicas de todo o Brasil. Constará também desse programa a Educação para a Saúde Sexual, assim como ações previstas sobre a prevenção da gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis , sendo desenvolvidas em 74.890 escolas de ensino técnico, médio e fundamental.

Serão designados recursos em torno de três milhões e trezentos mil para a realização das oficinas e distribuição de kits. Haverá um investimento total de oitenta e nove bilhões em saúde pública, nos próximos quatros anos. Esse é um programa que constitui um marco forte para que o Estado brasileiro garanta a todos os cidadãos o direito essencial à saúde.

Sabemos que, a melhoria da saúde da população é necessária como qualidade essencial para a ocorrência de toda e qualquer tática de redução da pobreza, de diminuição de desigualdades e de garantia e proteção dos direitos humanos. No entanto, agenciar a saúde, sem adequar à população as defesas sanitárias básicas e elementares, é dispersar recursos.

Há necessidade de que as atividades caracterizadas por esse programa de governo vinculem a capacitação de profissionais da área da saúde e da educação, na busca da conexão dos setores da saúde e da educação, adequando a formação profissional às prioridades da saúde, para o fortalecimento das instituições formadoras, no interesse da saúde do escolar. Deve-se considerar a importância da integração entre educação e saúde, sendo norteada também pelo compromisso e desenvolvimento do processo de educação constante dos trabalhadores da saúde.

Caso isso não aconteça, haverá má distribuição dos recursos públicos, pois os objetivos não serão alcançados e será mais um programa de governo com finalidade eleitoreira. Destaca-se a educação e a saúde, como tática de acesso à saúde neste processo de conscientização individual e coletiva de responsabilidades e de direitos à vida através da qualidade e do bem-estar. É um processo político pedagógico, que requer o desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo, permitindo instar a realidade e sugerir ações transformadoras que levem o indivíduo a sua autonomia e emancipação enquanto sujeito histórico e social capaz de indicar e opinar nas decisões de saúde para o cuidar de si, de sua família e da coletividade.

Fonte: Jornal Nota 10

Profª FEB/CETEC
ISEB/FISO

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Deputados cobram envio ao Congresso de plano de educação

Brasil, 11 de novembro de 2010
Parlamentares governistas e oposicionistas se declaram preocupados com a demora no envio, ao Congresso, da proposta de novo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2011 a 2020, que precisa ser votada até 31 de dezembro. Segundo eles, o problema pode deixar o ensino do País sem metas e sem formas de aferição de resultados a partir de 2011.

O projeto que dará origem à nova versão da lei deve ser baseado nas resoluções da Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada no primeiro semestre de 2010. A matéria está sendo avaliada pelo MEC, que pode acordar um texto final com a Comissão Organizadora da Conae durante uma reunião marcada para esta terça-feira, 16/11. O texto deverá ser remetido ao Congresso Nacional até o final deste mês. "Se não ocorrer o encaminhamento dentro do processo regular de iniciativa do Executivo, qualquer parlamentar terá a liberdade de fazê-lo", ressalta o deputado Carlos Abicalil (PT-MT).

De acordo com a Constituição, o plano deve definir objetivos e estratégias que assegurem a manutenção e o desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades. As metas de erradicação do analfabetismo, de universalização do atendimento escolar e de melhoria da qualidade do ensino também devem ser incluídas.

Peso constitucional

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) cobra do governo o imediato envio do plano ao Congresso. Segundo ele, que integra a Comissão de Educação e Cultura, o PNE ganhou importância ainda maior após a aprovação da Emenda Constitucional 59, em vigor desde o ano passado.

"O plano passou a ter o escopo constitucional, está na lei maior do País. E nós vamos ter um hiato jurídico, pois iniciaremos 2011 sem que a proposta esteja no Congresso para ser discutida e aperfeiçoada”, critica Marinho. “Caso o plano não chegue em tempo hábil, teremos uma dificuldade objetiva, de falta de metas, cronogramas e meios para verificarmos como anda a educação brasileira”, acrescenta.

Metas pendentes

O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) lamenta o atraso no envio do PNE, sobretudo porque várias metas do atual plano ainda não foram cumpridas, segundo ele.

"Não atingimos, por exemplo, uma cobertura integral para crianças de 4 a 6 anos. Os indicadores de permanência no ensino fundamental e médio são precários e aproximam o Brasil dos países mais pobres. Então, o novo plano tem de elevar progressivamente o financiamento da educação — nós queremos 10% do PIB ao final de 10 anos — e se comprometer com a gestão democrática do setor", argumenta.
Fonte: Com informações da Agência Câmara

sábado, 13 de novembro de 2010

Atores e Espaços Escolares – o Gestor e sua Sala

Por: Wellington Barcelos

Instituições de ensino, por seus espaços físicos, geralmente são construções onde prédios encontram-se elevados, pátios estendidos e salas aglomeradas, prontos a receber pessoas capacitadas para exercer suas funções profissionais e pessoas que necessitam desse local e destes serviços para se preparar e se formar, mas muito mais do que estruturas físicas, as escolas são locais que precisam comprometer-se com a construção coletiva e a prática de bons projetos pedagógicos e com seus regimentos internos, a fim de facilitar o cumprimento de sua missão junto a comunidade local e a sociedade em geral.

Como mediador de todo este processo operacional e como profissional responsávelpela gestão humana e de todos esses espaços, encontra-se o diretor. É dele toda a responsabilidade da eficácia da política educacional e seu desenvolvimento, organizando e dinamizando, através dos recursos disponíveis, ações em prol de toda a comunidade escolar. De seu desempenho e habilidade, dependem a virtude do ambiente, a atuação dos profissionais e a qualidade do processo ensino aprendizagem, o que indiscutivelmente demanda a escolha de um local estratégico, que seja neutro, tranquilo, agradável e reservado, quando necessário, para a instalação de sua sala.

O gestor precisa ser uma pessoa, presente, dinâmica, visível e pronta a atender aos que buscam por resoluções e suas orientações profissionais e sua sala não deve ser um ambiente regulador de disciplina, nem um ambiente propício a punições administrativas descabidas, mas sim um local respeitável, agradável, arejado, muito organizado, decorado com temas pertinentes e sempre aberto a todos que a ele se dirigem, quando necessário.

Em contrapartida todos os visitantes e ou outros ocupantes deste espaço (caso tenha), precisam compreendê-lo como local de muita concentração, palco de muitas reuniões e setor responsável pela expedição de inúmeros documentos e da maioria das decisões necessárias para o bom andamento da instituição, o que requer dos mesmos, educação, postura, bom senso e respeito ao dirigir-se ou ocupar-se da sala da direção, bem como, agendar horários, fazer solicitações pertinentes e principalmente evitar agitações, comentários e telefonemas desnecessários, são atitudes fundamentais para o sucesso dos objetivos propostos, uma vez que se trata de um local bastante disputado e transitado, de grande complexidade e núcleo de novas e/ou relevantes decisões para o sucesso administrativo/pedagógico de qualquer espaço institucional educacional.

Fonte: http://www.meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/atores-espacos-escolaresgestor-sua-sala.htm

A quem cabe a tarefa de educar os filhos?

Por: queila medeiros veiga

Nessa nova sociedade, midiática e cheia de atrativos, é muito fácil desviar a atenção dos valores adquiridos para os novos que adentram os lares pelos computadores, televisão, entre outros.

Como educadora que sou, vem sempre à mente uma questão: A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje? A resposta pode ter vindo à cabeça imediatamente e estaria correta. Mas porque tenho a sensação de que algo está indo pela contramão?

Os filhos estão cada vez mais distantes da convivência familiar (familiar aqui não no sentido da tríade, pai, mãe e filhos, hoje sabemos que o contexto “família” já mudou). Ou estão com seus pares nos shoppings, nos lugares de lazer, ou assistindo TV, na internet, no vídeo game ou cumprindo uma extensa agenda (esportes, música, inglês...). E os pais, por conta dessa nova sociedade, cada vez mais fora de casa também, lutando pela sobrevivência, preocupados em não perder tempo, trabalhando, estudando, lutando mesmo, para que a família tenha melhores condições de vida.

Nessa busca perdem-se pelo caminho alguns valores e o convívio familiar vai ficando cada vez mais escasso.

Educar filhos não é uma tarefa que se aprende com a experiência simples de ter filhos, embora pareça que essa seja a única maneira de aprender. Muito menos a busca por “entendidos”, pois cada qual com sua contribuição formarão uma corrente com elos diferentes.

Educar filhos é mais que ensinar o certo e o errado, é mesmo trabalhar um projeto de vida, em que nele se definem objetivos e metas mesmo, sem querer aqui mecanizar essa tarefa, mas é assim se desejamos bons resultados.

Essa tarefa não se aprende com receitas e nem num passe de mágica, há um longo caminho a ser trilhado. Exige daqueles que dela participam, um esforço concentrado na melhoria das relações familiares e do convívio social.

Deixar de dialogar com os filhos, não ter tempo, alem de que suas respostas desconcertantes não nos permitem atuar dentro do papel de "adulto" que aprendemos com nossos pais, parece que o que aprendemos com nossos pais não funcionam, paramos perplexos, e estamos deixando que cresçam sozinhos, perdidos em seus mundos, muitas vezes exercendo uma crueldade ímpar, porque as crianças são naturalmente capazes de crueldades impensáveis e, diferente de nós, elas têm a exata noção do prazer que isto lhes causa. Claro que tudo isso observando-se dentro de um contexto sócio-histórico, com efeitos diferentes nas diferentes classes sociais, há que se pensar nessas gerações que hoje são nossas crianças e adolescentes.

O desafio é lutar pela melhor educação dos filhos numa sociedade que se transforma e faz cair por terra tudo o que tecemos durante a vida e aprendemos como certo e arraigado.

Entendo então, que a educação dos filhos ainda cabe em primeiro lugar para a família, ninguém a pode substituir.

Queila Medeiros Veiga
Pedagoga, com pós graduação em Educação Especial
Atualmente Coordenadora Pedagógica pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo na cidade de Sorocaba/SP