sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Em MG, Hélio Costa tem 40%, e Anastasia, 35%, aponta Datafolha

Levantamento foi realizado na terça (31) e na quarta-feira (1º).

Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

INTENÇÃO DE VOTO PARA O GOVERNO DE MG%
Resposta estimulada e única
Hélio Costa (PMDB)40
Antonio Anastasia (PSDB)35
Vanessa Portugal (PSTU)1
Fabinho (PCB)1
Professor Luiz Carlos (PSOL)1
Pepê (PCO)1
Zé Fernando Aparecido (PV)1
Edilson Nascimento (PT do B)1
Em branco/ nulo/ nenhum4
Não sabe15
Fonte: Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) pelo jornal Folha de São Paulo mostra o candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato do PSDB, Antônio Anastasia.

Os demais candidatos (Professor Luiz Carlos, PSOL; Fabinho, PCB; Vanessa Portugal, PSTU; Zé Fernando Aparecido, PV; e Edilson Nascimento, PT do B) atingiram 1% das intenções de voto cada um. Pepê (PCO), foi citado mas não atingiu 1%.

De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizaram 4% e os que não sabem, 15%.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Costa pode ter entre 38% e 42%, e Anastasia, entre 33% e 37%.

Foram realizadas 1.652 estrevistas na terça-feira (31) e na quarta-feira (1º). A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) com o número 66737/2010.

Fonte G1.com.br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para professores, ausência da família aumenta problemas em sala de aula.

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 24/08/2010, 16:02

Última atualização em 26/08/2010, 14:54

Para professores, ausência da família aumenta problemas em sala de aula

Professores temem que ausência da família transforme escola em "depósito de crianças" (Foto: Mateusz Stachowski/Sxc.hu)

São Paulo - Uma certa confusão ronda a educação. O que é responsabilidade de quem parece que é uma grande dificuldade para pais e mestres.

Os professores chamam atenção para a falta de participação de pais ou responsáveis na vida escolar das crianças e a transferência de responsabilidade da educação informal, aquela que acontece no ambiente doméstica e a partir do convívio familiar - para a escola.

Para o professor Tomé Ferraz, das disciplinas de física e matemática da rede pública estadual e municipal, a escola transformou-se em "depósito de crianças" e os professores seriam "babysitters"(babás) de luxo.

As crianças da geração conhecida como "Y", parece que já nascem "conectadas" na informática e é difícil convencê-las a prestar atenção à aula ou valorizar a educação propiciada pela escola. Parte das aulas é perdida em pedidos de atenção à aula ou para desligar o "Ipod", descreve o docente. "Eles não têm só celular, eles têm uma verdadeira tevê e levam para a sala de aula", condena.

Lidar com essa nova face da infância e da adolescência é cada vez mais difícil sem a colaboração das famílias, indica. "A família participa pouco da vida da criança, sobra tudo para a escola", reflete Tomé.

"Eu vou ensinar a pensar, sou uma professora à antiga, comer com garfo e faca é responsabilidade de pai e mãe", declara Rosana Almeida, professora de sociologia.

"Realmente não entendo como os pais, por mais simples que sejam, não tenham consciência de que é preciso valorizar a lição de casa, dar um abraço, acompanhar pelo menos um pouco o filho", indigna-se Jaime*, da área de Geografia.

Rosana Almeida, professora de sociologia, conta que adora dar aula, mas não pode ser responsável pela educação familiar. "Eu vou ensinar a pensar, sou uma professora à antiga, comer com garfo e faca é responsabilidade de pai e mãe", declara.

Segundo Cristina*, professora de biologia, a família ou a ausência dela "pesa muito". "Na cabeça dos pais, parece que agora a escola é obrigada a dar toda a educação", adverte. "Eu vejo o aluno um hora por dia, por mais vontade que eu tenha, há 35 precisando de atenção, que eu não posso abandonar", alerta.

* Os nomes de alguns entrevistados foram alterados a pedido dos professores.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

Editado: Adão Maximo Trindade - Graduando em Pedagogia - UFOP




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Gerência escolar: diretor, administrador ou gestor?

A diferença entre ser diretor, administrador ou gestor escolar não está apenas no nome, mas no conceito que dá sentido a cada uma destas funções. O atual gestor já foi denominado diretor ou administrador escolar; mas em determinado momento, contudo, percebemos que tais termos não eram suficientemente rigorosos para definir as funções desse profissional. Então, hoje consideramos que o termo “gestor” seja mais adequado para definir o perfil do profissional que procuramos.

A escola historicamente estabelecida no Brasil tinha uma estrutura hierárquica verticalizada e rígida, onde o diretor usava “mão de ferro” para manter a organização instituída.Sua opinião era uma ordem e sua presença representava a emanação da autoridade do Estado. A ele cabiam todas as decisões e, por conseguinte, o destino dos colaboradores. Pautada em um currículo linear e fechado, a escola não precisava comunicar-se com seu entorno e, em uma relação assimétrica de poder, o diretor decidia os rumos cotidianos dos afazeres dos docentes, funcionários e alunos.

Uma escola tecnicista solicitava um administrador cuja competência era estabelecer metas e alcançá-las. Para isso, encaminhava os processos e fazia com que caminhassem em uma direção preestabelecida. Metaforicamente, era o profissional responsável pelo bom desempenho dos funcionários. Isso porque se cada engrenagem cumprisse seu papel, a missão da máquina administrativa estaria realizada e o administrador apresentaria resultados favoráveis a quem lhe confiara tal tarefa.

Porém, preocupado demais com tarefas burocráticas como planilhas, cadernetas, médias, livro de ponto e múltiplos ofícios, o administrador geralmente negligenciava o trabalho pedagógico e o acompanhamento dos recursos humanos, relevando para segundo plano a tarefa de liderar uma equipe de trabalho.

Os gestores, ao contrário, são capazes de compreender o complexo cenário escolar, participar dele, enxergar e projetar ações e resultados futuros. Enquanto o planejamento administrativo se faz por meio de elaboração de estratégias, os projetos dos gestores compreendem duas dimensões – uma estratégica e outra tática –, com o objetivo de favorecer o envolvimento de todos os sujeitos da escola.

Sem abrir mão de administrar, um gestor envolve-se, sobremaneira, com seus colaboradores, conseguindo, assim, resultados coletivos. Ele nunca decide sozinho, mas apresenta seu ponto de vista e aceita outras sugestões. Entretanto, suas deliberações não são apenas resultado de parecer ou consenso grupal, já que um gestor tem autonomia para agir rapidamente em determinadas circunstâncias e não tem medo de correr riscos, porque tem capacidade para justificar suas decisões.

Caracterizando-se como líder, ele tem a capacidade de construir relações. É assertivo, persuasivo, empático, democrático e flexível, estando sempre aberto a novas ideias. Não teme a perda da autoridade, pois tem convicção de que o respeito não se dá pela imposição, mas pelo reconhecimento de seus colaboradores, que seguem suas orientações não por obediência, mas porque acreditam em suas propostas e confiam em sua visão.

Neste sentido, não necessitamos mais de um diretor autoritário nem de um administrador, precisamos de gestores imbuídos de realizar o sonho possível: a construção de uma escola “instituinte”, mais próxima da vida e do tempo presente, que incorpore como autores os sujeitos que a fazem acontecer.

Por: Francisca Romana Giacometti Paris é Diretora pedagógica do Agora Sistema de Ensino, pedagoga e mestre em educação e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP).

Fonte:www.planetaeducacao.com.br

Acessibilidade e Inclusão para Todos

Desde a promulgação da Constituição Federal em 1988, não se pode falar, no Brasil, ao menos em teoria, em cidadãos com direitos menores ou oferecimento de oportunidades e serviços só para alguns, incluindo aqui os direitos humanos das pessoas com deficiência.

As especificidades das pessoas com deficiência são muitas vezes “invisíveis” para os planejadores, arquitetos, urbanistas e para a maioria da sociedade, que por ausência de convívio ou porque as pessoas com deficiência ficam “presas” dentro de casa e, portanto não são vistas pela comunidade, deixando de ser reconhecidas como parte dela.

Como não foram incluídas como parte da comunidade perdem o “direito” de ter acesso a bens e serviços. O problema de falta de acesso deixa de ser prioritário para uma solução coletiva, sendo transferido para a própria pessoa a responsabilidade de solucioná-lo, mesmo que esse segmento da população seja equivalente a 14,5% da população brasileira, de acordo com o Censo Demográfico de 2000.

Particularmente para as pessoas com deficiência, a acessibilidade é um dos itens de maior importância para o pleno respeito a suas individualidades, uma vez que a deficiência é só mais uma característica de muitos seres humanos.

A ausência de acessibilidade reforça preconceitos e, em muitos casos, transfere a “deficiência” do ambiente para a pessoa, como se o problema fosse à presença daquela pessoa e não a escada ou a porta estreita ou todas as demais barreiras existentes.

Não se pode falar hoje em cidades que não abriguem a diversidade. Logicamente, pela dinâmica urbana, a cidade, como lugar de vários acontecimentos, está em constante modificação pela influência dos habitantes que ali vivem. Sabe-se que as cidades são formadas e habitadas por diferentes pessoas, sendo constantemente (re)construídas em uma constante luta para que abrigue as diferenças e as contradições entre todos os indivíduos.

Nessa ótica, está incluída a importância da acessibilidade para as pessoas com deficiência, que também habitam a cidade e utilizam o espaço urbano para suas atividades diárias, como todos os cidadãos.

Importante reforçar que o espaço da cidade precisa ser entendido tanto como condição material, quanto imaterial, que abriga as questões culturais e as atitudes da população, além da diversidade humana e das diferentes práticas espaciais.

A legislação brasileira, em todos os níveis — federal, estadual e municipal — anuncia uma intensa proteção para as pessoas com deficiência e, se dependesse apenas da lei, o Brasil seria um país perfeito, sem grandes desigualdades sociais, regionais, econômicas e urbanísticas, no que se refere à acessibilidade.

No entanto, é óbvio que a lei, por si só, não resolve muitos dos aspectos práticos que envolvem o convívio de todos, ou seja, há um distanciamento entre a previsão legal e a vida dos cidadãos e, para as pessoas com deficiência, esses desencontros são, muitas vezes, fatores de exclusão.

Diversas dessas dificuldades práticas têm relação com questões políticas, ideológicas e de (re)organização do espaço, sendo que muitas poderiam ser resolvidas com vontade política e gestão, concretizada por políticas públicas, de uma cidade para todos.

Lutamos para que a inclusão seja a tônica da democracia e que todas as pessoas sejam respeitadas em suas diferenças, onde quer que se encontrem, independentemente de qualquer deficiência, pois a acessibilidade, mais que um dever, pode facilitar a dignidade humana, a qualidade de vida e o exercício da cidadania no cotidiano das cidades.

É fato que, por determinação constitucional, as pessoas com deficiência são cidadãs e precisam de acessibilidade ao espaço, para terem qualidade, dignidade e independência em suas vidas. Essa cidadania, apesar de ser óbvia e também de estar em consonância com a lei, muitas vezes, é desrespeitada, por exemplo, por falta de acesso e/ou existência de barreiras diversas, como as arquitetônicas, as culturais, as econômicas, as atitudinais, entre outras.

Mesmo com todas as barreiras encontradas e com muitas ausências de aplicação da lei, as pessoas com deficiência vivem nesses espaços e constroem estratégias para exercer sua cidadania. Este assunto não interessa apenas às pessoas com deficiência, pois a acessibilidade facilita a vida de toda a coletividade, uma vez que a idéia principal é que todos possam utilizar e usufruir os serviços e oportunidades disponibilizadas para a população, sem que barreiras interfiram no processo e que excluam pessoas.

Exemplo: quem, a não ser o/a incorporador/a imobiliário ou o/a construtor/a, prefere um banheiro apertado, ao invés de um com maior espaço interno?

Existem necessidades específicas para as pessoas com deficiência, mas a existência de dispositivos de acessibilidade facilita a vida de todos os habitantes de uma cidade, posto que todos podem utilizá-los e, realmente, os utilizam, sem que, muitas vezes, tenham conhecimento deste fato. Um exemplo disso é o sinal sonoro em elevadores, inicialmente necessário para que as pessoas com deficiência visual soubessem que ele estava naquele andar, que passou a servir também como alerta para todas as pessoas que o utilizam. Ou seja, garantir que a acessibilidade seja uma constante nas cidades significa torná-las mais humanas e diretamente construídas para as pessoas, visto que isto está intimamente ligado ao conceito de dignidade e de qualidade de vida.

Fonte: Ana Paula Crosara de Resende Advogada, reside em Uberlândia, Ministra Aulas em Cursos de Extensão e de Especialização. Responsável pelo Quadro Semanal “De Igual para Igual”, as terças-feiras, das 11h às 12h, na Rádio Universitária da Universidade Federal de Uberlândia. O quadro faz parte do Programa “Trocando em Miúdos”, um jornalístico de entrevistas e debates sobre assuntos da atualidade e de interesse da comunidade. Site da Rádio: http://www.universitariafm.ufu.br/ e sua freqüência é 107, 5 MHz