quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A VIOLENCIA NAS ESCOLAS : BULLYING



As causas do bullying podem estar nos modelos educativos a que são expostas as crianças. Em seu artigo intitulado Bullying: um medo de morte, a psicóloga e jornalista Henar L. Senovilla, afirma que as causas que podem fazer aparecer a agressão são incalculáveis, tanto nas formas em que se manifestam como nos prejuízos que ocasionam. Em geral as causas ou fatores que o provocam podem ser pessoais, familiares e escolares.

No lado pessoal, o agressor se vê superior. Bem porque conta com o apoio de cúmplices, ou porque a vítima se trata de alguém com muito pouca capacidade de responder às agressões. O agressor quer ver que a vítima sinta-se mal.

Violência na Família
No terreno familiar, a origem da violência nos rapazes pode estar na ausência de um pai ou pela presença de um pai violento. Essa situação pode gerar um comportamento agressivo nas crianças e levá-las à violência quando adolescentes. Além disso, as tensões matrimoniais, a situação sócio-econômica ou a má organização do lar, também podem contribuir para que as crianças tenham uma conduta agressiva.

Violência no Colégio
O bullying pode se dar em qualquer tipo de colégio, público ou privado, mas segundo alguns especialistas, quanto maior é o centro educacional, maior o risco de que haja agressão escolar. Claro que a isso tem que somar a falta de controle físico e de vigilância. Nos corredores deve haver sempre alguém, professores ou monitores, para atender e inspecionar aos alunos. Além disso, o tratamento que se dá aos alunos é muito importante. A falta de respeito, a humilhação, ameaças ou a exclusão entre os professores e alunos levam a um clima de violência e situações de agressividade. O colégio não deve limitar-se somente a ensinar, mas deve funcionar como um gerador de comportamentos sociais.

Em resumo, as causas do bullying podem residir nos modelos educativos a que são expostas as crianças, na ausência de valores, de limites, de regras de convivência; em receber punição ou castigo através de violência ou intimidação e a aprender a resolver os problemas e as dificuldades com a violência. Quando uma criança está exposta constantemente a essas situações, acaba registrando automaticamente tudo em sua memória, passando a exteriorizá-las quando encontra oportunidade. Para a criança que pratica o bullying, a violencia é apenas um instrumento de intimidação. Para ele, sua atuação é correta e portanto, não se auto-condena, o que não quer dizer que não sofra por isso.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OBESIDADE INFANTIL



Como é difícil lidar com crianças com problema de obesidade. Muitas vezes elas não aceitam o consumo de alimentos mais saudáveis e os pais não sabem que atitudes tomar diante do problema.
Normalmente essas crianças chegam à obesidade em razão da má alimentação ingerida desde a idade bem pequena, com alimentos ricos em gorduras hidrogenadas, como as bolachas, muito refrigerante, salgadinhos empacotados, sanduíches, bife e batata frita.
É bom lembrar que os pais são os maiores culpados por isso acontecer, pois quem dá condição para que a criança se alimente com essas bobagens são os próprios, muitas vezes pela praticidade que os mesmos trazem. A mídia também tem grande culpa nesse problema, uma vez que leva para nossas casas comerciais altamente atrativos, com crianças consumindo alimentos calóricos e sem qualquer nutriente que faça bem para a saúde.
Isso demonstra o quanto as famílias de hoje tem sido ausentes na educação dos filhos, não se preocupando com fatores considerados de risco para a saúde dos mesmos, e também pela falta de política governamental, de prevenção a problemas de saúde.
Quando uma criança chega ao estado de obesidade, ela necessita de tratamento e da cooperação da família, que deverá participar e incentivar a mesma a comer alimentos mais saudáveis, ricos em vitaminas e sais minerais, além de ter que adequar o cardápio familiar a um maior consumo de frutas, legumes, verduras, carnes brancas, alimentos que contenham mais fibras e sucos naturais. Essa dieta deve ser feita por um profissional da saúde, mais especificamente o médico da criança, acompanhado de um nutricionista, a fim de preparar-lhe um cardápio saudável e gostoso.
Porém, não é comum que isso aconteça, pois muitos não querem abrir mão de seus gostos ou logo se enjoam da dieta. Isso acontece principalmente quando se tem outras crianças na família, que não aceitam os novos alimentos. Assim, fica difícil fazer com que a criança obesa se interesse pela sua dieta, pois torna-se um sofrimento ter que comer verduras e legumes, assistindo seus pais e irmãos saborearem uma deliciosa lasanha à bolonhesa.
A obesidade possui controvérsias relacionadas com o volume ou ingestão alimentar. Mas é fato que o balanço calórico negativo deve ser atingido, para que haja uma redução no peso corporal total e peso de gordura. Outra questão é o sedentarismo, associado a fatores como problemas de tireóide.
Existem outros problemas causados pela obesidade, principalmente em crianças, pois essas sofrem grande discriminação na escola, dos vizinhos e muitas vezes da própria família, causando-lhes complexos e deixando-as tristes e infelizes.
Por isso, é necessário que a criança obesa pratique uma atividade esportiva e recreativa, pelo menos três vezes por semana, com o objetivo de auxiliar na perda das calorias, evitar maiores complicações como problemas cardíacos, além de fortalecer sua musculatura, que tende a ficar flácida; e melhorar seus aspectos psicológicos, deixando-a mais segura, alegre e aumentando sua auto-estima.
Vemos que a obesidade infantil necessita de vários fatores para ser contornada, pois exige a criação de condições necessárias para que o indivíduo não se torne escravo de dietas para emagrecimento. E que a ação de conscientização e controle sobre os mecanismos socioculturais da obesidade devem ser divididos entre o Estado, com campanhas de prevenção adequadas; a família e os profissionais da área da saúde.

sábado, 3 de outubro de 2009

COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO INFANTIL


Segundo especialistas, a depressão, que antes parecia um mal somente entre os adultos, tem afetado cerca de 2% das crianças do mundo.

Assim como ocorre sentimentos de tristeza e desapontamento em adultos, as crianças não estão isentas de senti-los. Mas quando esses sentimentos prolongam-se e comprometem a vida da criança é importante que os pais fiquem atentos.

Ainda não se tem conhecimento das causas da depressão em crianças, mas sabe-se que a mesma pode ser manifesta a partir de situações como problemas na escola, separação dos pais, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação.

Diferentemente dos adultos que se queixam de sentimentos de tristeza e falta de esperança quando manifestam a depressão, as crianças apresentam quadros caracterizados por irritabilidade, alterações repentinas do humor e comportamento provocativo. Sintomas esses que podem ser confundidos com birra ou falta de educação, mau humor, tristeza e agressividade.

Muitas crianças não sabem que estão deprimidas, então ao invés de verbalizarem seus sentimentos, passam a atuar de acordo com esses, o que poderá ser percebido como desobediência. Por isso, observe alguns sintomas que são comuns na depressão infantil:

• Angústia;
• Pessimismo;
• Irritabilidade, agressividade;
• Apatia;
• Isolamento Social;
• Falta de atenção;
• Insônia ou sono excessivo;
• Baixa auto-estima;
• Perda de interesse por coisas que antes gostava de fazer;
• Sentimento de cansaço e tédio em grande parte do tempo;
• Comportamentos destrutivos, voltados contra brinquedos ou outros objetos;
• Perda ou amento excessivo do apetite;
• Sentimentos de culpa.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TRANSTORNO E DEFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE. (TDAH)




Este é um transtorno que tem como principais características a dificuldade em manter o foco da atenção, controle da impulsividade e a agitação, que é a hiperatividade.

Como identificar?
A seguir, são apresentadas as principais características do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, mas lembre-se: para obter um diagnóstico correto e preciso, consultar um especialista . Alguns sintomas permanecem por pelo menos 6 meses.
Vejamos:

Desatenção:
• não presta atenção em detalhes e comete erros por descuido
• tem dificuldades para manter a atenção em tarefas
• parece não escutar quando lhe dirigem a palavra
• não segue instruções e não termina deveres escolares, tarefas domésticas ou profissionais.
• Tem dificuldade em organizar tarefas e atividades
• Evita envolver-se com tarefas que exijam esforço mental constante
• Perde coisas ou atividades
• Distrai-se facilmente
Hiperatividade:
* agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira.
* abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado
* corre ou escala em demasia, em situações em que não deveria
* tem dificuldades para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer
* fala demais.

Impulsividade:
• Dá respostas rápidas sem que as perguntas tenham sido terminadas.
• Dificuldade em aguardar sua vez.
• Interrompe ou se mete em assuntos dos outros.

É comum?
Algumas crianças apresentam excesso de atividade desde que começam a engatinhar, porém isso nem sempre é indicativo do transtorno. Um diagnóstico mais preciso só será obtido depois que a criança começa a frequentar a escola e demonstrar falta de ajuste.

Quando começa?
O transtorno é diagnosticado pela primeira vez durante as primeiras séries , quando a criança não consegue se ajustar à escola. É relativamente estável durante o início da adolescencia, e na maioria dos indivíduos os sintomas diminuem durante o final da adolescência e idade adulta. E uma minoria pode ter o quadro completo até os anos intermediários da idade adulta.
Dá para ter uma vida normal?
O transtorno de certa forma se estabiliza no início da adolescência e os sintomas começam a diminuir no final da adolescência. Em algumas pessoas o transtorno pode quase desaparecer na idade adulta. Mas alguns sintomas que causam prejuízo funcional prevalecem.
Fonte: MEC