sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sind-UTE/MG informa número de recurso protocolado no Tribunal de Justiça

Ao contrário do que foi divulgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reafirma que protocolou recurso junto ao Tribunal na segunda-feira (19/09) sobre a decisão do Desembargador Roney Oliveira no tocante à multa diária imposta ao Sindicato em função da greve da categoria. Ou seja, o Sindicato solicitou uma modificação da decisão expedida pelo Desembargador.

A veracidade dos fatos pode ser constatada mediante consulta pelo protocolo do recurso apresentado pelo Sindicato, sob nº 0000616660200115.

Além disso, o Sind-UTE/MG reiterou no TJMG, nessa terça-feira (20/09), o recurso apresentado no dia anterior, o que pode ser comprovado por meio do protocolo nº 0000621528200117.

Até o momento, o Desembargador Roney Oliveira ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Entenda o caso

Desde o início da paralisação, o Sind-UTE/MG ajuizou várias medidas judiciais e administrativas perante o TJMG para que os direitos dos servidores e dos estudantes fossem garantidos. A principal delas, no dia 05.07.2011 (quando a greve só contava com vinte e sete dias), foi uma medida Cautelar nº 0419629-72.2011.8.13.0000 que pleiteava liminar para sustar o corte do ponto dos grevistas, além da convocação urgente do Estado para audiência de conciliação nos moldes do art. 764, § 3º, CLT.

No entanto, em 08.07.2011, o Desembargador Roney Oliveira optou por indeferir esse pedido, sob o argumento de que não haveria urgência. O Sind-UTE/MG apresentou, novamente, em 15.07.2011, pedido de reconsideração, reiterando a urgência e insistindo na apreciação do pedido de audiência de conciliação. Entretanto, o Relator Des. Roney Oliveira, sob o argumento de estarem afastados a urgência e o perigo, indeferiu a reconsideração em 28.07.2011.

Apesar de avaliar que a decisão do Desembargador não respeita a categoria e não traz a paz e a justiça que se esperava. Se desejasse realmente o restabelecimento da confiança mútua e a manutenção do diálogo entre as partes envolvidas, desde 05/07 que o Tribunal de Justiça deveria ter inaugurado audiência de conciliação para se evitar o ponto de tensão observado.

A direção do Sind-UTE/MG aguarda uma decisão do TJ e acredita que a justiça e o bom senso prevalecerão em Minas Gerais. Os trabalhadores em educação estão em greve desde 08 de junho e reivindicam a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, prevista na Lei Federal 11.738/08.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TJMG recebe dois recursos de professores estaduais em greve há 107 dias

TABATA MARTINS
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FOTO: ALEXDEJUSUS/OTEMPO
Manifestantes tentaram impedir a entrada dos deputados nessa quarta-feira (21)

Na tentativa de derrubar a liminar que determina a suspensão da greve que já dura 107 dias, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sind-UTE/MG) protocolou dois recursos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nessa quarta-feira (21).

De acordo com a assessoria do TJMG, um dos recursos pede a reconsideração do desembargador Rooney Oliveira em relação à liminar que determinou a volta imediata dos professores às salas de aula. Já o outro é um agravo regimental, em que foi pedida a análise dos demais desembargadores da vara, caso Rooney Oliveira não decida por derrubar a liminar. Ao contrário do primeiro recurso, que a decisão cabe ao próprio desembargador, o agravo será julgado pela Câmara.

Nessa terça-feira (20), os professores passaram a noite acampados em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no bairro Santo Agostinho, e fizeram um protesto na manhã dessa quarta-feira (21). Segundo a assessoria de imprensa da ALMG, os manifestantes obstruíram a garagem e tentaram impedir a entrada dos deputados. Com o protesto, policiais militares foram acionados e foi feita uma negociação com o presidente da casa, deputado Dinis Pinheiro, para que os professores liberassem a passagem sem que houvesse necessidade de confronto.

Ainda não há data marcada para o julgamento dos dois recursos protocolados pelo Sind-UTE/MG.

Em greve há 107 dias, professores interrompem reuniões na ALMG para reivindicar reajuste salarial

MÁRCIA XAVIER
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FOTO: ALEX DE JESUS/O TEMPO
Professores devem ficar acampados na ALMG até a próxima terça

Professores da rede estadual interromperam duas reuniões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira (22), para reivindicar reajuste salarial e outros benefícios para a categoria, que está em greve há 107 dias.

De acordo com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os educadores estão aproveitando a presença de deputados no local para fazer manifestos no intuito de sensibilizar o governo para abrir negociações com a categoria.

Segundo a assessoria de comunicação da Assembleia, os professores pegaram microfones e interromperam reuniões da Comissão de Segurança Pública e da Comissão de Direitos Humanos, que embora abertas ao público, não estavam debatendo assuntos sobre a greve. As interrupções foram transmitidas ao vivo, pois a ALMG estava filmando os debates.

Conforme informações do Sind-UTE, alguns professores ficarão acampados na ALMG até a próxima assembleia, agendada para o dia 27. Alguns educadores estão em greve de fome e permanecerão até o governo apresentar propostas que atendam os pedidos da categoria. Protestos devem ocorrer até a próxima reunião com o sindicato.

De acordo com o Sind-UTE, os trabalhadores reivindicam o piso salarial de R$1.187, para jornada de 24 horas e nível médio de escolaridade. Na terça-feira (20), eles votaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado.

Matéria atualizada às 14h40

Aluno de 10 anos atira em professora e se mata no ABC Paulista; mulher não corre risco de morte

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

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A professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, que foi baleada por um aluno de 10 anos em uma escola em São Caetano do Sul (região do ABC) nesta quinta-feira (22) apresenta quadro de saúde estável e não corre risco de morte, segundo nota da prefeitura. O aluno atirou contra si mesmo e morreu no hospital.

O caso aconteceu por volta das 15h50 desta quinta-feira (22) quando o aluno D.M.N., do 4º ano, efetuou os disparos contra a professora em uma sala com 25 alunos da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão. Depois de balear a docente, o menino atirou duas vezes contra a própria cabeça. Ele morreu uma hora depois no hospital de emergência Albert Sabin, em São Caetano, após duas paradas cardíacas.

A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita e na bacia. Rosileide foi levada para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde passará por cirurgia para retirar a bala que ficou alojada entre o reto e o útero.

Aluno atira em professora no ABC Paulista

Foto 4 de 6 - Professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, é socorrida após ser atingida por um tiro disparado por um aluno de 10 anos, do 4º ano C da escola Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O aluno se retirou da sala de aula e disparou nele próprioMais Adriano Lima / Fotoarena / Agência O Globo

Segundo o capitão do 6º BPM de São Caetano, Robinson Castropil, a criança pediu para ir ao banheiro e quando voltou, atirou contra a professora, saiu para o corredor e atirou em si mesma.

O garoto era filho de um guarda municipal e teria usado a arma do pai --um revólver calibre 38. Segundo a delegada Lucy Fernandes, que investiga o caso, o guarda municipal Nilton Nogueira foi até o colégio antes do fato para tentar recuperar seu revólver, após sentir falta da arma.

Ainda não se sabe o motivo do crime. A polícia afirmou que vai tentar traçar um perfil psicológico do aluno para esclarecer o caso.

O corpo do menino foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) do município. Ainda não se sabe onde a família irá velar o corpo.

Disparos

Aluno da escola, M.T.S., 12, do 7º ano, relata que ouviu os disparos. "Estávamos voltando do intervalo quando ouvimos o barulho do primeiro disparo", relembra. Segundo ele, ninguém deu importância ao fato já que o barulho se assemelhava ao de bombinhas.

Mas, os estudantes ficaram surpreendidos quando ouviram os outros dois tiros. "Encontramos no andar de cima um aglomerado de pessoas em uma das salas. Nesse momento, a minha reação foi sair correndo para a minha sala", conta o aluno, que, juntamente com os demais colegas, foi direcionado para pátio pela diretoria.

"Foi aí que vi um garoto sendo carregado por um policial. A camiseta dele estava toda ensanguentada." M. também presenciou a professora sendo carregada em cima de uma maca.

Veja vídeos sobre a tragédia em escola na Grande São Paulo (2 vídeos)

Aluno que atirou em professora foi socorrido; vejaUm vídeo amador registrou o momento em que a ambulância deixa a Escola Estadual Alcina Dantas Feijão

Melhor do Estado, segundo o Ideb

A escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão é a primeira de São Paulo no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009 nas séries finais (5ª a 8ª) com índice ou "nota" de 6,7.

O Ideb é a "nota" do ensino básico no país. Numa escala que vai de 0 a 10, o MEC (Ministério da Educação) fixou a média 6, como objetivo para o país a ser alcançado até 2021.

As aulas na escola foram suspensas na noite desta quinta-feira e amanhã.

*Com reportagem de Guilherme Balza e Larissa Leiros Baroni