terça-feira, 23 de agosto de 2011

Secretária de Educação anuncia lançamento de novo subsídio para professores estaduais

LETÍCIA SILVA
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A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, se reuniu nesta segunda-feira (22) com representantes Federação das Associações de Pais e Alunos de Escolas Públicas de Minas Gerais (Fapaemg) para falar sobre a greve de professores.

Paralisados há 74 dias, os professores na rede estadual de ensino reivindicam a equiparação do piso estadual com o salarial nacional, que é de R$ 1.187.

A secretária disse que reconhece as falhas graves do subsídio atual e que divulgará nesta terça-feira (23) um novo modelo, que irá beneficiar principalmente os professores que estão há mais tempo na rede estadual. O subsídio é um modelo de remuneração que incorpora os benefícios da categoria ao salário.

Apesar do anúncio de mudanças, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) informou que não haverá interrupção da greve após a divulgação do subsídio.

A Fapaemg quer a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, por acreditar que os alunos prejudicados pela greve irão competir em situação desigual com os demais.

Atualizada às 19h04


Assembleia Estadua


Assembleia Estadual

Clique aqui e baixe o cartaz.












Fonte - sindute.org.br

sábado, 20 de agosto de 2011

Maioria dos estados e municípios não paga o piso do professor como deveria, afirma CNTE

Professores da rede pública organizaram uma paralisação nacional nesta terça-feira (16/8) em defesa do cumprimento do piso salarial e da aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), responsável pelo movimento, 20 estados mais o Distrito Federal e 25 municípios aderiam ao protesto.

O piso dos professores no país é de R$ 1.187 (Para a CNTE o valor deve ser R$1.597,87). No entanto, para atingir o valor aprovado, a maioria dos estados e municípios tem considerado bônus e gratificações na contabilização do salário, de acordo com o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão. “Até hoje, a adoção do piso não foi colocada efetivamente em prática. Há gestores que insistem em descumprir a lei”, afirma.

No Ceará, um professor recebe em média R$ 813 por 40 horas semanais. O estado está em greve geral desde 3 de agosto. Em Minas Gerais, a paralisação já dura mais de 60 dias.

Para Roberto Leão, a carreira não é atrativa para que o profissional continue estimulado. “Há falta de professores, porque nenhum jovem quer uma profissão sem perspectivas”, ressalta.

O movimento dos professores também reivindica que o PNE aponte para a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para investimentos na educação, bem como 50% dos recursos do pré sal.

A categoria acredita que uma gestão democrática, com participação da comunidade escolar, é outro ponto que deveria ser ressaltado pelo documento.

Os estados com professores parados são Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. (Portal Aprendiz)

Fonte: CNTE

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Professores da Paraíba planejam paralisação estadual na quarta-feira

Valéria Sinésio
Especial para UOL Educação
Em João Pessoa

Professores das redes municipal e estadual planejam paralisação de atividades e um protesto na manhã desta quarta-feira (17). Os manifestantes pretendem sair em passeata pelo Centro de João Pessoa em direção ao Palácio do Governo. A intenção é marcar uma audiência com o governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB).

A categoria também pretende entregar um abaixo-assinado com cinco reivindicações: ressarcimento imediato do desconto feito nos salários; expediente único de seis horas para funcionários efetivos; concurso público para todos os setores; ajustes na bolsa-desempenho; e elevação da gratificação dos diretores e adjuntos das escolas públicas estaduais.

Sobre as reivindicações da categoria, secretário de Educação do Estado, Afonso Scocuglia, disse que os salários cortados na última greve estão sendo devolvidos gradativamente, à medida que as aulas são repostas. “O concurso público já foi autorizado pelo governador e prevê mil vagas”, revelou Scocuglia, destacando que o certame deve ser realizado até o final deste ano. Os demais pontos da pauta de reivindicações estão sendo analisados pelo Governo do Estado, conforme informou o secretário.

Paralisação pelo piso

Na terça-feira, os professores participaram da paralisação nacional pela adoção do piso nacional do magistério. Segundo o Sintepe-PB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba), a paralisação teve 100% de adesão, deixando 510 mil alunos sem aula. Segundo Scocuglia, não há levantamento oficial sobre o percentual de adesão, mas, para ele, as cidades mais atingidas foram João Pessoa e Campina Grande. “No interior não tive notícias de paralisação”, frisou.

Scocuglia disse, ainda, que a Paraíba paga acima do piso nacional. Segundo ele, o menor salário pago é de R$1.156 para um professor com carga horária de 30 horas semanais. “Já estamos pagando 30% acima da média nacional”, destacou Scocuglia, contando que na tarde de terça teve uma audiência com representantes da categoria. “Na nossa gestão prevalece o diálogo, disso os professores não podem reclamar”, afirmou.