terça-feira, 10 de agosto de 2010

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Este, esse, aquele - e outros

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Os pronomes demonstrativos são os que indicam o lugar em que uma pessoa ou coisa se encontra. Isto é, a posição dos seres em relação às três pessoas do discurso.

Essa localização pode ser no tempo, no espaço ou no próprio discurso:

1ª pessoa: este, esta, isto;
2ª pessoa: esse, essa, isso;
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.

De acordo com a gramática, os demonstrativos este(s), esta(s) e isto são usados para as pessoas ou coisas que se encontram perto da pessoa que fala.

Também são utilizados no discurso para citar coisas que ainda não foram ditas. Por exemplo:

  • Este é o comunicado: na próxima segunda-feira não haverá expediente.

    Já os demonstrativos esse(s), essa(s) e isso referem-se a seres ou coisas que se encontram próximas da segunda pessoa, o ouvinte, com quem se fala ou a quem se refere.

    Também são empregados para dizer algo que já foi mencionado no discurso. Por exemplo:

  • Maria falou que irá reclamar com o síndico. Isso parece que vai acabar em confusão.

    Os pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo são empregados para seres ou coisas que se acham distantes da primeira e da segunda pessoa, do falante e do ouvinte. Por exemplo:

  • Aquela casa parece ser tão bonita por dentro!

    De um modo geral, nem sempre os pronomes demonstrativos são usados com esse rigor gramatical. Muitas vezes, interferem em situações especiais e escapam à regra da gramática.

    São considerados também pronomes demonstrativos: o, a, mesmo, próprio,semelhante e tal.

    Os pronomes pessoais o, a, os e as funcionam como pronomes demonstrativos quando forem equivalentes a aquele, aquela e aquilo. Vejamos os exemplos:

  • Jamais aceitarei o que eles propuseram na reunião. (aquilo que)

  • Os que chegaram primeiro conseguiram comprar os ingressos. (aqueles que)

    Mesmo e próprio são pronomes demonstrativos quando tiverem o sentido deidêntico e em pessoa. Servem também para reforçar os pronomes pessoais. Como nos exemplos:

  • Ele próprio fez questão de nos receber. (ele em pessoa)

  • Todos os anos, a missa do galo é a mesma. (é idêntica)

    Semelhante e tal têm valor demonstrativo quando denotam identidade ou se referem às ideias já expressas anteriormente. Também quando forem substituíveis por este, esta, aquele, aquela, aquilo. O pronome demonstrativo taltambém pode ter uma conotação irônica. Por exemplo:

  • Você é a tal que estava falando de mim?

  • Ela teve coragem de falar semelhante coisa?

  • Nunca ouvi falar em tal pessoa.

  • Pronomes relativos
  • Que, quem, qual, cujo, onde, como e quando

    Lílian Campos*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
    Os pronomes relativos têm por função básica unir orações diferentes fazendo com que as ideias nelas expressas complementem-se, evitando assim repetições desnecessárias.

    Exemplos:

    1) Eu vi um homem. O homem era jovem.
    O homem que eu vi era jovem.
    Neste exemplo, o pronome relativo que funciona como objeto direto.

    O pronome que pode ainda funcionar como sujeito:
    2) Eu estou vendo um filme. O filme é muito interessante.
    Eu estou vendo um filme que é muito interessante.

    Ou ainda como complemento antecedido pelas preposições a, de, em, com, por, para:
    3) A peça estreia hoje. Eu te falei da peça.
    A peça de que te falei estreia hoje.

    O pronome relativo quem também é antecedido por preposições:
    4) A funcionária é muito gentil. Pedi à funcionária informações sobre o hotel.
    A funcionária a quem pedi informações sobre o hotel é muito gentil.

    Os pronomes o(a) qual, os(as) quais concordam em gênero e número com o substantivo que substituem e são introduzidos por preposições.
    5) Ela estudou para o exame. O exame parece bastante difícil.
    O exame para o qual ela estudou parece bastante difícil.

    Os pronomes cujo(s) , cuja(s) também concordam em gênero e número com o substantivo que substituem, podem ser precedidos por preposição e indicam relações de posse.
    6) O edifício fica logo ali. As paredes do edifício foram pichadas.
    O edifício cujas paredes foram pichadas fica logo ali.

    Onde funciona como adjunto adverbial de lugar e pode ser antecedido por preposição. Quando combinado com a preposição "a" forma aonde, e indica uma destinação; quando combinado com a preposição "de" forma de onde (oudonde), e indica uma origem.

    7) Ele vem de uma cidade. A cidade fica no norte do país.
    A cidade de onde ele vem fica no norte do país.

    8) Este cinema é mantido pela fundação cultural. Nós vamos a este cinema.
    Este cinema aonde vamos é mantido pela fundação cultural.

    9) Este espaço pertence ao clube Porto Belo. Muitas atividades de lazer e esportes realizam-se neste espaço.
    Este espaço, onde se realizam muitas atividades de lazer e esportes, pertence ao clube Porto Belo.

    Quando funciona como adjunto adverbial de tempo.
    10) Sábado fez sol. Fomos ao litoral no sábado.
    Sábado, quando fomos ao litoral, fez sol.

    Como funciona como adjunto adverbial de modo, de maneira.
    11) O modo como a reunião foi conduzida deixou todos os participantes tranqüilos.

    Na linguagem oral, tende-se a utilizar o pronome relativo que de forma mais ampla. Neste contexto, as substituições por outros pronomes acabam muitas vezes não acontecendo.

    É importante salientar que este uso não é propriamente "errado", masinadequado para situações em que a linguagem formal (ou padrão) estiver sendo exigida.

    Retomando alguns dos exemplos mencionados, poderemos entender, numa linguagem informal, construções do tipo:

  • A peça que te falei estreia hoje.
  • O edifício que as paredes foram pichadas fica logo ali.
  • O modo que a reunião foi conduzida deixou todos os participantes tranquilos.
  • Fonte:*Lílian Campos, formada em Letras, é professora de língua francesa na PUC-PR e na UFPR, com atuação também no ensino de língua portuguesa.

    Editado por: Adão Maximo Trindade - Graduando : Licenciatura em Pedagogia - UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto - Minas Gerais

    Capacitando em :

    • Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade: Promovendo a Inclusão - UNESP - Universidade Estadual Paulista - Sâo Paulo - SP (Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Praticas Educacionais Inclusivas : Deficiência Intelectual - UNESP - Universidade Estadual Paulista - São Paulo - SP( Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Direitos Humanos e Mediação de Conflitos - ITS-BRASIL- Instituto de Tecnologia Social do Brasil - São Paulo - (Plataforma Modle - MEC/SEESP/ITS)

    sexta-feira, 6 de agosto de 2010

    Pais ou heróis? Feliz Dia dos Pais!

    Quando transferimos aos nossos pais a ideia de heroísmo, não podemos de maneira alguma impor sobre eles a condição de seres inabaláveis, pois cada pai é um ser como qualquer outro, o que o difere é, na verdade, a forma tão especial que um dia ele se assumiu como pai, como nosso pai.

    Contudo, a ideia de heroísmo pode ser perfeitamente defendida se, com herói, quisermos dizer que ele, nosso querido papai, é (co) protagonista de uma grande história, a história da nossa vida, a qual foi e está sendo construída sobre as bases de ensinamentos indispensáveis para cada um de nós.

    Cada pai é um herói que não tem poder de vencer, sozinho, os muitos obstáculos impostos a nós pela vida, mas todos os momentos em que alguma pedra quiser nos impedir de continuar, bem sabemos que o nosso herói estará sempre ali por perto, sempre disposto a nos confortar, ainda que seja apenas com a sua presença, a sua indispensável presença em cada instante de nossas vidas.

    O heroísmo que por muitos é defendido só existe na ficção, mas mesmo assim ainda podemos identificar traços de um verdadeiro “homem de ferro”, que não obstante se imaginar tão forte como as características deste precioso metal, o que o torna forte mesmo é o amor sem reservas que ele tem por nós, mesmo não sabendo demonstrar muitas vezes.

    É comum este amor tentar embaraçá-lo nas coisas do dia a dia, às vezes a mamãe precisa ser mãe dele também, puxando a orelha quando nos ajuda a bagunçar a casa, depois de momentos em sua amada companhia. Nossa, dá o maior trabalho colocar as coisas novamente no lugar depois de um domingo em casa com o papai...

    O mais engraçado é que não há amor sem reservas nos super-heróis que aparecem na TV, como, então, podemos chamá-lo assim? Ele é o nosso herói porque é e sempre será lembrado por nós pelas atitudes de coragem, ainda que esta coragem seja para nos acompanhar na hora de tomar uma injeção quando estamos doentes.

    Às vezes nosso herói tira seu uniforme e vai conosco, numa tarde de domingo, ao parque perto da nossa casa para nos ajudar a fazer um gol ou a soltar pipa. Engraçado quando eles agem como nós, deve ser por isso que é tão complicado impor sobre eles uma imagem de algo distante como são os super-heróis da TV.

    Pai é herói porque busca ser nosso companheiro a todo custo, nem que seja por meio de um telefonema fora do horário comercial, quando já estamos cansados e querendo dormir. Pai tem mesmo destas coisas e é isto que o diferencia de todos os demais homens, ele é especial em ser tão comum em muito do que faz, mas mesmo assim consegue atrair nossa atenção para ele... Será que tem superpoderes para conseguir tal proeza?

    Pai, com o seu dia aproximando, é importante lembrá-lo que jamais nenhum herói vai fazer por nós o que o senhor já fez. O senhor é muito mais forte quando está consertando o carro que quebrou a caminho do passeio do fim de semana do que os super-heróis que conseguem erguer carros gigantes apenas com a força do braço e poderes especiais. Os seus poderes são muito mais especiais quando determina o horário que teremos de voltar para casa, ainda que façamos cara feia quando isto nos é imposto.

    Não somente neste dia tão especial que se aproxima, o senhor sempre será o herói que dá mais audiência na história da nossa vida, a qual foi e está sendo edificada e sustentada pelos seus poderes mais do que especiais.

    Feliz Dia dos Pais!

    Fonte:Erika de Souza Bueno Consultora-Pedagógica de Língua Portuguesa do Planeta Educação. Professora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa e família. Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br)

    Editado por: Adão Maximo Trindade - Graduando : Licenciatura em Pedagogia - UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto - Minas Gerais

    • Capacitando em :Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade: Promovendo a Inclusão - UNESP - Universidade Estadual Paulista - Sâo Paulo - SP (Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Praticas Educacionais Inclusivas : Deficiência Intelectual - UNESP - Universidade EstadualPaulista - São Paulo - SP( Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Direitos Humanos e Mediação de Conflitos - ITS-BRASIL- Instituto de Tecnologia Social do Brasil - São Paulo - (Plataforma Modle - MEC/SEESP/ITS)



    A Postura do Professor diante da Linguagem da Internet

    Aprecie, abaixo, a entrevista cedida ao jornalista Alessandro Coppetti do Jornal Tribuna do Planalto, cidade de Goiânia, sobre a Linguagem do Messenger:

    Muito popular entre os jovens, a forma de escrita abreviada utilizada por eles em programas de mensagens instantâneas como o Messenger é alvo de duras criticas por parte de muitos educadores. Mas para orientadora educacional do Planeta Educação, empresa que atua na área de Educação e tecnologia, a concepção é bastante diferente. Isto porque, segundo ela, é normal que em distintos espaços as pessoas façam uso de uma forma de comunicação condizente com esses meios. Sendo assim, para ela não faz sentido ser radicalmente contra esse tipo de fenômeno.
    “O professor precisa deixar claro para o aluno que o erro não está nas abreviações utilizadas no Messenger, mas sim na utilização imprópria desta forma de expressão”, diz. A partir desse tipo de abordagem, a educadora enfoca ser importante que os educadores tracem estratégias de ensino para que os educandos entendam como e quando usar essas diferentes formas de expressão.

    E tudo isso deve acontecer de maneira que o aluno não se sinta culpado por usar essas determinadas abreviações em função de atitudes dos professores que conotem qualquer tipo de “preconceito linguístico”. “Havendo este mal-estar, o professor corre o risco de causar bloqueios em seus alunos, dificultando o processo de ensino-aprendizagem’, alerta Erika, formada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo (SP).

    São comuns comentários de que a partir do uso de abreviações como as utilizadas na internet, por exemplo, a Língua Portuguesa estaria se perdendo. Qual a sua avaliação sobre isso?

    Não acredito que possa haver perda para a Língua Portuguesa, que continuará exigindo boa ortografia em determinados momentos e circunstâncias mais formais. Como tudo o que é vivo, toda língua sofre mudanças com o passar do tempo para se adequar à necessidade dos falantes, ou seja, senhores (nunca servos) da língua. Com a tecnologia e a modernidade que exigem uma comunicação cada vez mais dinâmica, as abreviações na internet são um meio de transmitir uma mensagem escrita utilizando-se de menos tempo e espaço e isso não traz - e nunca trará - nenhuma perda para a Língua Portuguesa que continuará em seu curso natural, exigindo para cada situação uma determinada forma de escrita e, principalmente, comunicação.

    Em artigo, a senhora diz que “não é muito lógico corrigir os que assim desejam escrever através da comunicação do Messenger, pois a linguagem deve ser usada como uma vestimenta, ou seja, para cada ambiente um conjunto de peças de determinado estilo deve ser escolhido”. Comente a afirmação, por favor.

    Ninguém vai de terno e gravata à praia tomar sol. Da mesma forma, não é conveniente escrevermos um romance como se estivéssemos escrevendo uma receita de bolo, por exemplo. Desta maneira, é direito de todo aluno ter contato com as diversas formas de comunicação formal e informal, de maneira que saiba se comunicar com o sábio e o inculto nas mais diversas situações. Se um aluno usa abreviações numa prova que a professora de Língua Portuguesa passou, é sinal claro que ele está precisando de maiores esclarecimentos a respeito dos gêneros textuais e por não saber a diferença entre uma maneira de se expressar e outra, ou seja, não está apto a fazer adequações. Daí não há porquê corrigir as abreviações em si, mas a necessidade passa a ser a de direcionar mais esforços para a aquisição de um aprendizado para a vida real, em que o aluno precisará fazer-se ouvido e compreendido ante as mais diferentes realidades.

    "A melhor estratégia pedagógica é aquela em que o aluno realmente aprenda. E cada professor, conhecedor de seus alunos, deve buscar compreender as necessidades educacionais de cada educando, sendo sensível às diferenças entre eles."

    Então qual postura pedagógica os professores devem ter para que o “vc”, o “mt”, e o “oq”, entre outras abreviações, não passem a ser utilizadas em provas escolares, no trabalho, e demais circunstâncias que exigem outras formas de comunicação?

    É importante o professor traçar estratégias para que o aluno tenha prazer em diversas leituras, tais como contos, romances, comédia, drama e muito mais. Isto porque tendo contato com diversos materiais escritos, o aluno se sentirá mais seguro e não terá dificuldades para entender que a prova que o professor passa no final do bimestre é um documento formal para avaliar tanto o alunado quanto a didática do próprio professor. Logo, não será conveniente dar a esta modalidade avaliativa um tratamento semelhante a uma conversa informal entre amigos. É interessante pontuarmos que a melhor estratégia pedagógica é aquela em que o aluno realmente aprenda e isso não pode ser definido de longe, mas cada professor, conhecedor de seus alunos, deve buscar compreender as necessidades educacionais de cada educando, sendo sensível às diferenças entre eles. O professor precisa deixar claro para o aluno que o erro não está nas abreviações utilizadas no Messenger, mas na utilização imprópria desta forma de expressão. Este esclarecimento é fundamental para que o aluno amplie seu grau de conhecimento sobre as mudanças da Língua Portuguesa, adotando uma postura crítica diante de tudo o que se apresenta a ele.

    Quando o uso de abreviações no MSN e demais formas de expressões informais são apontadas como práticas preguiçosas e maléficas, isso pode causar algum tipo de constrangimento para os que fazem uso dessa grafia?

    Sim, infelizmente. O constrangimento se dará porque o aluno que assim escreve, em situações informais, se sentirá como alvo de um preconceito, ou seja, um conceito formado antes de uma análise desprovida de subjetivismo. Havendo este mal-estar, o professor corre o risco de causar bloqueios em seus alunos, dificultando o processo de ensino-aprendizagem. O aluno não pode se sentir estrangeiro dentro da própria língua-materna, pois ele consegue, mesmo em meio a muitas abreviações, comunicar o que pensa e o que quer entre seus iguais. Para aprender, o aluno precisa se sentir confortável em seu ambiente e, para que isto aconteça, o professor, desprovido do que chamamos de “preconceito linguístico”, não poderá impor o que acredita e defende como se seus alunos fossem apenas receptores sem reação. Promover o estabelecimento de momentos de reflexões é uma das práticas mais eficazes para impedir a formação do bloqueio que os alunos tendem a ter ao descobrirem que a forma como até então se comunicavam não é bem-vinda em algumas circunstâncias formais, pois falando e sendo compreendidos, os alunos estarão em condições de receber as orientações de seu professor, mediador do conhecimento.

    Editado por: Adão Maximo Trindade - Graduando : Licenciatura em Pedagogia - UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto - Minas Gerais

    Capacitando em :

    • Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade: Promovendo a Inclusão - UNESP - Universidade Estadual Paulista - Sâo Paulo - SP (Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Praticas Educacionais Inclusivas : Deficiência Intelectual - UNESP - Universidade Estadual Paulista - São Paulo - SP( Plataforma Freire - MEC/SEESP/UNESP )
    • Direitos Humanos e Mediação de Conflitos - ITS-BRASIL- Instituto de Tecnologia Social do Brasil - São Paulo - (Plataforma Modle - MEC/SEESP/ITS)
    Fonte:www.planetaeducacao.com.br



    quinta-feira, 29 de julho de 2010

    Importância e área de atuação da Pedagogia

    A sociedade contemporânea tem sido assinalada por rápidas modificações de desempenho, que se refletem claramente na área educacional. Para acompanhar essas alterações, governos e educadores se empenham numa fundamentada reconstrução sobre a concepção de educadores. Através desse contorno contemporâneo dado à educação e às sucessivas mudanças em seu conceito, deixa de ser reservada a atuação de ensino-aprendizagem somente em espaços escolares formais, esse procedimento atravessa os muros da escola, para diferentes e diversos setores como: ONGs, família, trabalho, lazer, igreja, sindicatos, clubes, etc. Faculta-se atualmente devido às mudanças ocorridas um novo cenário para a educação, dando uma cartografia significante à educação não formal.

    O pedagogo, na sociedade em que vivemos passa a atuar como educador social em empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), formando atualmente, um novo panorama de ação deste profissional, que ao atravessar a divisória da escola, invalida preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções apenas na sala de aula. Nos dias atuais o lema é de que onde houver uma prática educativa, se instala uma ação pedagógica. O processo de ensino-aprendizagem é vivenciado não somente dentro da escola, mas é uma ação que acontece em todo e qualquer setor da sociedade, que se caracteriza como a sociedade do conhecimento, porque a educação formal e a não formal caminham paralelamente e tornam a educação o principal instrumento contra a desigualdade social.

    Pedagogia se refere à arte, ciência e profissão de ensinar. O curso de Pedagogia tem sua origem vinculada à Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras e à de Educação, criada em 1937. A licenciatura em Pedagogia, nos termos das diretrizes curriculares nacionais, assegura a formação de profissionais da educação prevista no art. 64 da Lei nº 9394/96 que diz:A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. Ao mesmo tempo em que forma professores, a Pedagogia prepara pessoas capazes de compreender e colaborar para a melhoria da qualidade em que se desenvolve a educação na realidade brasileira, envolvidos e compromissados com uma formação da idéia de transformação social.

    O curso de licenciatura em Pedagogia terá carga horária mínima de 3.200 horas de efetivo trabalho acadêmico. Assim, o curso de graduação em Pedagogia oferece ao pedagogo uma formação integrada para exercer a docência nas séries iniciais no Ensino Fundamental, na Educação Infantil e nas disciplinas pedagógicas dos cursos de formação de professores e também para atuar na gestão dos processos educativos escolares e não-escolares bem como na produção e difusão do conhecimento do campo educacional.

    As atividades docentes também abrangem a participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, no planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares.

    Fontes consultadas: DCN da Pedagogia
    Amélia Hamze

    Editado Por: Adão Maximo Trindade
    Graduando em Pedagogia / Capacitando no Curso de Tecnologia Assistiva - UNESP