terça-feira, 1 de junho de 2010

NOVIDADE: Cronograma de Trabalho referente ao Termo de Acordo assinado pelo Govern

Mário Quintana – Projeto Educativo

Trabalhar com poesia é sempre muito interessante, pois a cadência ritmada que as mesmas apresentam desperta maior interesse nos alunos.

Poesia é a arte de falar e escrever através do ritmo e do compasso, dando ao texto um ar mais suave, mais encantador.

Mário Quintana utilizou-se desse modo de escrita para retratar sua visão de vida, seus ideais e sonhos.

Nascido na cidade de Alegrete/RS, aos 30 de julho de 1906, aos treze anos de idade já escrevia para a revista do colégio em que estudava, suas primeiras publicações.

Como o escritor começou sua carreira ainda muito novo, fica fácil contagiar os alunos do ensino fundamental II com sua história, pois mesmo tendo uma vida difícil, aos 21 anos já era órfão de pai e mãe, se dedicou à escrever e à traduzir livros estrangeiros para o português.

Para iniciar o projeto é indispensável a discussão do tema na sala de aula, levantando os interesses do grupo em relação ao assunto. Propor pesquisas deve ser parte dessas conversas, a fim de se coletar material para o desenvolvimento do projeto.

Na aula seguinte, os alunos devem apresentar o material, destacando os pontos que consideram mais importantes da vida e obra de Mário Quintana, a fim de tomarem os próximos passos do desenvolvimento do trabalho.

Podem ser divididos em grupos, sendo que cada um deverá cuidar de uma parte da vida do escritor, como: biografia, início da carreira, principais obras, reconhecimento no mundo, poemas mais conhecidos, dificuldades encontradas, premiações conquistadas, etc.

O projeto deve caminhar com o intuito de oportunizar aos alunos o conhecimento da vida e obra do escritor, bem como de seguir os interesses dos alunos.

Passeios a museus e bibliotecas, fora da escola, são muito interessantes, pois causam entusiasmo aos estudantes em participar de uma aula diferente, que fuja dos padrões da escola. Visitar a Casa de Cultura Mário Quintana, ainda que por site, revela algumas curiosidades sobre a vida do escritor e sua importância para a literatura brasileira.

Montagem de apresentações em programas de computador também é uma forma de dinamizar as aulas, sendo que essas deverão circular pelas vias de internet, sendo enviadas via e-mail. Imagine o quanto será importante para os alunos montar um vídeo ou uma apresentação em “power point”, de qualidade, para circular pela internet! Além do mais, internet é um assunto em voga e adolescentes se interessam mais quando os assuntos se voltam para a rede. Além disso, é uma forma do professor trabalhar os aspectos positivos do mundo virtual.

O professor deve abrir espaço para a circulação do conhecimento, deve estar muito bem preparado sobre o assunto - vida e obras de Mário Quintana - para orientar as discussões e questionar os alunos, a fim de que formulem respostas consistentes.

Não há como manter a aula em silêncio, pelo contrário, onde há circulação do conhecimento há também a troca de informações, o diálogo pautado no conteúdo de qualidade. Permita, abra espaço para as discussões, para as brincadeiras criativas.

Cartolinas, papéis pardos, recortes, imagens, notícias de revistas e jornais, canetinhas, lápis de cor, giz de cera, cola, tesoura, etc., devem compor o espaço da sala de aula durante o desenvolvimento do trabalho, a fim de produzirem materiais de qualidade para serem expostos ao final do projeto.

Montar textos adaptativos das obras também é uma forma de trabalhar os conceitos de poesia e desenvolver a criatividade, dando aos alunos a oportunidade de produzirem novos textos a partir dos textos do poeta.

Comparar os textos de Quintana aos textos de outros escritores será uma forma de trabalhar a diversidade cultural e de escrita, a forma como cada um faz uma leitura do mundo, se sonhadora, triste ou melancólica.

Desenvolver um trabalho pautado em obras poéticas é muito rico, além de ser uma ótima oportunidade para se aperfeiçoar e dinamizar as aulas de literatura. Para isso, pode-se utilizar o livro “Antologia Poética” organizado por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, dois grandes admiradores de Quintana.

Ao final do projeto, apresentar um recital com declamações do autor, além de expor todo o material construído pelos alunos. Com isso, divulga-se o projeto, a importância dos textos literários para nossas vidas, formas de divulgação e troca de conhecimento, além de oportunizar que outras pessoas tenham contato com a vida e obra de Mário Quintana.

Por Jussara de Barros
Equipe Brasil Escola

Editado Por: Adão Maximo Trindade _ Graduando em Pedagogia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

LIBERDADE

Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.

A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positiv

o de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.

No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).

Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).

A liberdade de pensamento, em seu sentido estrito, é inalienável, inquestionável. Reivindicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir o pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."

T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que tem vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e capacidade”.

Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.

No livro “A sociedade do espetáculo” (1997), Guy Debord, ao criticar a sociedade de consumo e o mercado, afirma que a liberdade de escolha é uma liberdade ilusória, pois escolher é sempre optar entre duas ou mais coisas prontas, isto é, pré-determinadas por outros. Uma sociedade como a capitalista, onde a única liberdade que existe socialmente é a liberdade de escolher qual mercadoria consumir, impede que os indivíduos sejam livres na sua vida cotidiana. A vida cotidiana na sociedade capitalista, segundo Debord, se divide em tempo de trabalho e tempo de lazer. Assim, a sociedade da mercadoria faz da passividade (escolher, consumir) a liberdade ilusória que se deve buscar a todo o custo, enquanto que, de fato, como seres ativos, práticos (no trabalho, na produção), somos não livres.

De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP



 

Termo de Acordo assinado pelo Governo
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