quarta-feira, 26 de maio de 2010

PROFESSORES DE MINAS GERAIS: OUTUBRO É A HORA E A VEZ DE DAR O TROCO NESSE GOVERNO AUTORITARIO.

Por que lutam os trabalhadores em educação de Minas Gerais?

Por : Gilson Reis * bog da DILMA PRESIDENTE

HÁ QUARENTA E SEIS DIAS OS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DE MINAS GERAIS PERMANECEM EM GREVE. UM MOVIMENTO QUE COMEÇOU TÍMIDO, COM DESCONFIANÇA E FOI GANHANDO, A CADA DIA, MAIS ADESÃO E FORÇA. INICIALMENTE O GOVERNO AÉCIO/ANASTASIA TRATOU O MOVIMENTO GREVISTA COM DESDÉM E DESPREZO.

No segundo momento com atitudes autoritárias e ameaçadoras: Corte de pagamento, ameaças de demissões e multas ao Sindute. No terceiro momento, na busca incessante e insensata de criminalizar, com apoio do judiciário, o movimento grevista. A ação na via judicial é realizada através do prestígio e proximidade do governo junto a setores do poder judiciário mineiro, com um único objetivo: derrotar a greve. É importante destacar que nesse último período o poder judiciário mineiro tem assumido, a cada manifestação do movimento popular e sindical uma postura cada vez mais autoritária e reacionária, lembrando os piores momentos e de maior tensionamento no período do regime militar.

Todavia, é importante destacar que durante todo o período de greve a Secretaria Estadual de Educação e o Governo Aécio/Anastasia recusaram-se a sentar à mesa de negociação para tratar, com responsabilidade, as demandas apresentadas pela categoria profissional dos educadores. A tática utilizada consistiu em desconsiderar o movimento e buscar enfraquecê-lo com o passar dos dias.

Embora esta prática, tenha sido utilizada em grande parte das greves do setor público, neste caso especifico não logrou êxito. Ao contrário de esvaziar o movimento foi se constituindo no alimento de unidade e coesão e é possível afirmar que mesmo depois de quarenta e seis dias de greve, o movimento continua crescendo e ampliando.

Por que lutam os trabalhadores em educação do Estado de Minas Gerais?

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia não cumprem a determinação constitucional de investir 25% do orçamento estadual em educação;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia abandonaram o histórico objetivo de universalização da educação por uma prática desmedida e irresponsável de focalização;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia desvia milhões de reais para as escolas privadas com o objetivo de financiar o programa de escolas profissionalizantes, alimentando desta maneira os esquemas milionários do setor privado de ensino;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia observa a expansão desordenada das faculdades e universidades privadas e não investe na expansão e melhoria da UEMG e Unimontes, universidades pública renegada ao abandono;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia introduziu uma visão meramente gerencialista da educação, aplicando, sem critérios, formas organizacionais do setor privado para o setor público. Esta política implicou em competições desmedidas e sem sentido entre educadores e escolas, aumentando a crise na educação pública;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia fechou escolas rurais, não investiu em escolas de ensino médio e não criou políticas educacionais para as comunidades quilombolas e indígenas, desrespeitando, assim, suas peculiaridades culturais;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia investe os escassos recursos da educação em cidades e regiões de maior poder aquisitivo em detrimento das cidades e regiões mais pobres do estado, aumentando desta forma as diferenças regionais;

Lutam, por que
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia, devido a sua política de destruição da educação pública, vem rebaixando Estado, ano após ano, no ranking das escolas públicas do país;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia pela ausência de investimento no espaço escolar, na contratação de profissional capaz de realizar uma nova dinâmica multidisciplinar no processo de ensino/aprendizagem, transforma o espaço escolar num lugar violento e desumano.

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia não desenvolveu, ao longo de oito anos qualquer projeto pedagógico ou política educacional para aproximar os sistemas de ensino com a finalidade de potencializar e dinamizar as estruturas e recursos;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia mantém o Conselho Estadual de Educação sob o controle e comando das escolas privadas, não permitindo que setores organizados da sociedade participem de forma democrática desta estrutura, que deveria ser de controle e fiscalização da educação em Minas Gerais;

Lutam, porque
em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia paga um dos piores salários do país aos trabalhadores em educação. O governo de Minas nega-se a pagar o piso nacional da educação aprovado pelo Congresso Nacional que hoje corresponde a R$1,312,00 ( Um mil, trezentos doze reais). Em Minas, alguns trabalhadores em educação recebem piso menor do que o salário mínimo nacional.

São por essas e outras questões que os trabalhadores em educação de Minas Gerais cruzaram os braços. Nos últimos dias a imprensa, que boicotou a greve a mando do palácio da liberdade, acusa a paralisação de ser unicamente um movimento político. É claro para todos que a origem da greve é devida a crescente precarização do trabalho educacional. Mas, é inegável que as questões acima apresentadas são de caráter eminentemente político, por se tratar de política pública. A educação conforme prevê nossa constituição é um direito do cidadão e um dever do Estado. Essa é a razão política desta greve. Em Minas, definitivamente, não existe política pública para a educação.

O mais impressionante desta situação é que o atual governador de Minas tem o orgulho de ser chamado de Professor Anastasia. Como pode uma pessoa que se diz professor, tratar seus colegas de profissão e a educação desta forma?

Para finalizar, proponho duas medidas:

1 – Realizar uma campanha publica para retirar o titulo de professor do atual ocupante do palácio da Liberdade.

2 – Derrotar nas eleições de outubro próximo o Governador Anastasia, dando-lhe a chance de retornar à uma escola publica de periferia, para que possa se reeducar e aprender a respeitar e valorizar os trabalhadores em educação.


Fonte: blog da Dilma

Editado por : Adão Maximo Trindade

Graduando em Pedagogia

Professores aprovam fim da greve e aulas voltam amanhã

Retorno ao trabalho acontece sem a principal exigência: reajuste de salários

Tereza Rodrigues

Especial para O TEMPO

Depois de 47 dias de greve, muitas idas e vindas na negociação com o governo e sem reajuste, os professores da rede estadual de ensino de Minas decidiram, ontem à tarde, retornar às salas de aula. A decisão, que foi tomada em uma assembleia que contou com a participação de 8.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, ainda não é definitiva.

Na votação de ontem, os professores deixaram claro que a paralisação poderá ser retomada caso o plano de remuneração, previsto no acordo com o governo (veja quadro) não seja cumprido. Os professores voltam ao trabalho hoje, mas as aulas só serão retomadas efetivamente amanhã. Pelo acordo, a reposição dos dias parados ficará a cargo de negociação entre as escolas e os colegiados.


A decisão sobre a retomada da greve aconteceu sob um clima tenso. Uma parcela expressiva dos professores que lotaram a praça Carlos Chagas (da Assembleia) resistiu à proposta de volta ao trabalho. Diante do impasse, a decisão precisou ser colocada em votação por duas vezes.


O acordo entre a categoria e o governo definiu também que não haverá demissões ou punição para os grevistas, como corte dos dias parados. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) conseguiu do governo a promessa de que o pedido de execução da ação que estipulou multas à entidade pela paralisação será retirado.


O professor de português Anderson Daher, 35, de Manhuaçu, na Zona da Mata, votou pelo fim da greve, mas disse que vai ficar atento. "O governo tem que entender que essa greve está suspensa temporariamente. Se o resultado do trabalho da comissão não for favorável para a gente, a greve volta com força total".

Sensação

Acordo com Estado gera incerteza

A greve, que começou no dia 8 de abril, não alcançou seu principal objetivo. O esperado aumento do piso salarial dos professores não foi efetivado durante as negociações com o Estado. Atualmente, R$ 935 são pagos para uma jornada de trabalho de 24 horas semanais. O reivindicado era R$ 1.312,85 para o mesmo período.


A professora Lecir Nunes, 50, da Escola Estadual Cândido Ulloa, de Bonfinópolis, na região Noroeste do Estado, não ficou satisfeita com o resultado. “Votei pela manutenção da greve porque não tenho confiança de que o governo vai cumprir o que prometeu e, principalmente, porque o reajuste não foi conquistado”. (TR)

Publicado em: 26/05/2010

Fonte: Tempoonline

Editado por: Adão Maximo Trindade

Graduando em Pedagogia



terça-feira, 25 de maio de 2010

Professores votam pelo fim da greve

Professores votam pelo fim da greve

LARISSA NUNES/TEREZA RODRIGUES
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Depois de 47 dias, professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais aprovaram o fim da greve na tarde desta terça-feira (25). A decisão, segundo primeiras informações, foi apertada. Pelo menos oito mil professores, reunidos no pátio da Assembleia Legislativa, participaram da reunião. Não há informações definidas sobre o reinício das atividades.


Com esse posicionamento, os grevistas aceitam, pelo menos por enquanto, a proposta do Governo de Minas. Nenhum reajuste salarial será imediatamente implantado. A proposta do Governo é formar, em até 20 dias, uma comissão para estudar o plano de carreira da categoria. Com isso, é provável que haja alteração do piso salarial.


A greve dos professores começou no dia 8 de abril e foi considerada ilegal pela Justiça de Minas Gerais. O Estado, desde a semana passada, estava autorizado a convocar profissionais para assumir, temporariamente, as vagas dos grevistas. No documento a se assinado ainda hoje por representantes das duas partes, o Governo se compromete a não fazer qualquer tipo de represália contra os grevistas, como corte nas férias ou pagamentos. Também não haverá demissão de professores. Outro ponto de destaque é o pedido, por parte do Estado, de anulação da decisão judicial que considerou a paralisação ilegal. Caso o Tribunal de Justiça reverta a ordem, a categoria fica desobrigada de pagar multa pelos dias parados.

Fonte: Otempoonline

Editado por: Adao Maximo Trindade 18hs30m

Graduando em Pedagogia

Aulas voltam nesta semana

Paralisação. Secretária de Planejamento disse que retomada das atividades independe da categoria

Assembleia da categoria, hoje à tarde, define se greve continua

Tereza Rodrigues

Especial para O Tempo


Mesmo que os professores decidam hoje continuar com a greve na rede estadual, as aulas serão retomadas ainda nesta semana. A garantia foi dada pela secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. Segundo ela, mesmo que a categoria não aceite as propostas do Estado - que não incluem reajuste de salários - os alunos deverão retomar os estudos com a contratação de professores substitutos.


Uma decisão judicial garantiu ao Estado o direito de convocar profissionais para assumir, temporariamente, as vagas dos grevistas. O governo não fala em demissões de professores.


Para pais, alunos e professores, hoje é um dia decisivo. A partir das 14h, na praça Carlos Chagas (da Assembleia), sai a decisão se a greve continua ou não. A paralisação completa hoje 47 dias. Em 2002, na greve mais longa da década, os professores ficaram de braços cruzados por 50 dias.


Uma reunião, ontem à noite, entre representantes do governo e membros do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) definiu os detalhes da negociação entre a categoria e a secretaria de Planejamento e Gestão. Segundo a assessoria de imprensa do governo, do encontro saiu um termo de acordo que poderá colocar por fim à paralisação. "Minha expectativa é que os professores votem pelo fim da greve, já que atendemos a todas as reivindicações desse último acordo", disse a secretária Renata Vilhena. O documento garante que se a greve for interrompida, não haverá cortes de salário nem demissões, no entanto, não propõe aumento salarial, principal reivindicação dos professores.
Em relação às propostas feitas na semana passada, o que mudou foi somente o prazo para a entrega dos trabalhos da comissão que deverá ser criada para estudar o plano de carreira da categoria. O governo propôs 60 dias de prazo, mas recuou e aceitou os 20 dias pedidos pelo sindicato.


A coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, não adiantou qual pode ser a decisão da assembleia, hoje. "Se a negociação for considerada satisfatória, a categoria pode votar pelo fim do movimento. Mas se não for, não posso fazer nada. Não somos nós que decidimos".


Para o professor de matemática Tiago Dias, 27, o comunicado veiculado pelo governo, nos últimos dias, deixou os professores revoltados. "O governo subestimou nossa inteligência, querendo nos colocar contra o sindicato. Disse que nós não tomamos conhecimento das propostas do governo, mas tomamos sim, e votamos."


Consequências. Se o governo colocar em prática a contratação de professores substitutos, os alunos vão ser ainda mais prejudicados. Essa é a opinião da coordenadora da pós-graduação em Educação na PUC-Minas, Maria Auxiliadora Monteiro Oliveira. "Haveria uma dificuldade grande de adaptação com professores temporários". Segundo ela, a melhor saída é aguardar que os grevistas retomem as atividades.


Alunos protestam contra a paralisação

Um grupo de alunos da Escola Estadual Helena Guerra, no Eldorado, em Contagem, na região metropolitana da capital, fez ontem uma manifestação contra a greve dos professores. A escola, na qual estudam cerca de 2.800 alunos dos ensinos fundamental e médio, está parada desde o início da greve.


A estudante Mariana Vieira, 15, teme perder o ano. Segundo a jovem, que cursa o 2º ano do ensino médio, mesmo com a volta às aulas, será difícil retomar o ritmo de estudos. “Depois, quando formos concorrer a uma vaga no vestibular, entramos em desvantagem”.


A estudante Thuane Bárbara, 15, também do 2º ano, disse que antes apoiava os professores. “Eles têm direito de buscar melhorias, mas não podem atrapalhar nosso estudo”.(Raphael Ramos)


Piso é pago em outros Estados

Levantamento da reportagem de O TEMPO apurou que alguns Estados do país já pagam a seus professores o piso salarial reivindicado pela categoria em Minas Gerais. A reportagem ouviu secretarias de Educação de vários Estados e verificou que pelo menos três deles pagam vencimentos básicos acima de R$ 1.312,85.


No Acre, os professores recebem R$ 1.675,79 mais as gratificações, para uma jornada semanal de 20 horas em salas de aula e 10 horas de planejamento. No Espírito Santo, a jornada é de 25 horas e eles recebem o piso de R$ 1.654,65.


No Distrito Federal, a secretaria confirmou os números do site do sindicato dos professores. O piso para uma jornada de 40 horas semanais (30 em classe e 10 para planejamento) é de R$ 3.720,24. O diretor do Sinpro/DF disse que o salário atrai professores de diversas partes do país. “Muitos mineiros prestam concurso e querem dar aulas aqui”.


O governo de Minas reafirmou, por meio de comunicado, que o piso nacional reivindicado pelo Sind-UTE, para uma jornada semanal de 24 horas de trabalho “se encontra fora da realidade brasileira e que nenhum Estado da federação paga o valor”. A Secretaria de Comunicação do Estado não quis comentar os valores. (TR)


Publicado em: 25/05/2010

Fonte: site otempoonline

Editado por: Adão Maximo Trindade

Graduando em pedagogia