
sexta-feira, 7 de maio de 2010
AGRESSIVIDADE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Professor não aprende a avaliar aluno, diz especialista
Apenas 1% dos cursos de graduação para professores têm matérias específicas sobre provas e avaliações nacionais, afirma Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. "O uso de avaliações por parte de professores depende de conhecimento e não do uso 'cego',", salientou, durante palestra na feira Interdidática, ocorrida no final de abril, em São Paulo.
Ela pesquisou os currículos das licenciaturas e cursos de pedagogia brasileiros por meio de dados oficiais divulgados entre 2001 e 2006. A falta de disciplinas sobre avaliação se reflete em como os docentes avaliam seus alunos. Dentre exames feitos por professores e analisados por Bernardete, a pesquisadora afirma ter encontrado "provas incoerentes, feitas 'no joelho', que não foram pensadas com nenhum referencial didático contemporâneo".
Essa falta de formação --tanto para provas escolares quanto para governamentais (como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e a Prova Brasil)-- é problemática, pois os docentes "saem sem formação minima para entender as avaliações e fazer críticas fundadas", aponta.
Os profissionais, de acordo com a professora, usam mais a "sensibilidade" do que conhecimentos acadêmicos para avaliar: "Não basta. Precisamos caminhar para ter processos de avaliação desenvolvidos pelo professor", diz.
Na escola
A pesquisadora explica que as avaliações podem alavancar mudanças no dia a dia escolar. Para isso, "é preciso saber fazer e saber ler os dados, interpretar, levantar aspectos pedagógicos, procurar soluções didáticas e mostrar possibilidades de superação de dificuldades pelos meios que dispomos nas escolas", diz.
E isso "bate" na formação docente: em seu estudo, Bernardete constata ainda que, nos cursos que oferecem formação em avaliações, o conteúdo dado trata-se mais de críticas do que de base teórica para entender seu funcionamento. "Os alunos só tem crítica abstrata daquilo que nem conhecem", diz.
Reformulação de currículo
Para resolver o" grande desafio da educação brasileira", segundo aponta a pesquisadora, é preciso que haja uma reformulação do currículo dado nas licenciaturas --tarefa a ser feita pelo governo e pelas universidades. "Nunca tivemos uma política pública da união em relação a aprimorar a formação das licenciaturas e, hoje, estamos numa situação relativamente caótica".
A docente critica a formação a distância, que exige uma alta capacidade de leitura e estudo que nem todos os estudantes têm e diz que os sindicatos deveriam cobrar a qualidade na formação em suas plataformas.
Outro fator apontado é a dificuldade que os graduandos de licenciatura têm em realizar o estágio obrigatório em escolas. "Como você vai fazer estágio de 1ª a 4ª série em curso noturno? Não existe. Eles fingem que fazem estágio... a maioria não faz", conta. Para evitar isso, a pesquisadora aponta que deveria haver mais bolsas para cursos diurnos em vez de noturnos.
Uso de avaliações
A professora diz que a cultura de avaliações começou a ser pensada no final dos anos 80 e se consolidou nos anos 90, enquanto outros países já tinham sistemas avaliativos. Apesar de hoje estarmos além do pensamento de provas como "punição" ou "seleção", a docente diz que as escolas brasileiras ainda usam avaliações apenas como "sinalizadores".
"Precisamos decifrar esses sinalizadores, isso depende de conhecer metodologicamente esses processos. Não estou dizendo de dominar firulas estatísticas, mas a lógica e seus conteúdos, que permitem interpretar esses processos para usá-los em sala de aula".
Editado por: Adão Maximo Trindade
Graduando em Pedagogia
Qualidade e Educação Exige Compromisso Social
As duas últimas edições da revista Época (nº 623 e nº 624) abordaram dois temas inerentes à qualidade da educação: o desempenho do professor e os ralos que dragam os investimentos públicos nesta área. É lamentável, porém, que as matérias (principalmente a primeira) tenham se eximido de debater os assuntos de forma plural e priorizado uma única corrente de pensamento, o da meritocracia PURA e NEUTRA. Em “Os segredos dos bons professores”, capa da edição de 26 de abril, a matéria redigida pela jornalista Camila Guimarães enfoca a importância do professor no processo de aprendizagem dos estudantes e compara estilos pessoais e métodos pedagógicos que diferem o ótimo professor daquele “mal preparado”. Para estes últimos, são sugeridas técnicas de aperfeiçoamento desenvolvidas por dois estudiosos americanos. Já a punição no processo de avaliação de desempenho, indispensável para o sucesso do conteúdo ministrado, segundo a reportagem, é outro método eficiente para a se atingir a qualidade educacional. Será isso mesmo? Fonte: CNTE Editado Por Adão Maximo Trindade Graduando Em Pedagogia |
segunda-feira, 3 de maio de 2010
GREVE DOS PROFESSORES
Caros colegas , bom dia . São 9h e 08 min. de domingo , 02 de maio de 2010 e EU JÁ TIREI O MEU PIJAMA e estou aqui escrevendo para você . Peço desculpas se vou magoá-lo, mas já não aguento mais dar a minha cara a tapa enquanto você está de PIJAMA . É tão fácil se esconder atrás de um contracheque com valores vergonhosos enquanto nós , uma minoria de professores , vamos às ruas e aparecemos na mídia rotulados de grevistas e até de anarquistas . É tão fácil abrir o blog do Daniel e ler as últimas notícias . Ligar a TV e assistir de PIJAMA tudo o que está acontecendo. Você viu seus colegas no programa do Leandro. com ? E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Você viu as assembleias de BH? Você viu quantos professores na rua levantando bandeiras e faixas por uma melhoria de salários? Foi bonito , não foi? Você sabia que seu colega de Pouso Alegre estava lá ? Que enfrentou horas de viagem , deixando sua casa e família? E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Belo Horizonte foi apenas uma viagem . Depois de BH, vieram Cambuí, São João Del Rei , Carmo da Cachoeira onde nossos colegas do Estadual deitaram no chão para fechar a Fernão Dias . E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Durante todo o período de greve estamos nos reunindo, indo nas escolas para conscientizar os outros professores de que a união faz a força . E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Fomos a Câmara pedir o apoio dos vereadores e você deve, pelo menos , ter lido nos jornais o que aconteceu. E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Tivemos até a delicadeza de ligarmos para você chamando para reuniões e passeatas . E enquanto tudo isso acontecia... você de PIJAMA ? Desculpe-me, mais uma vez pelo desabafo . Espero que isto não abale nossa amizade e o carinho que devemos todos ter uns com os outros , pois já somos muito desvalorizados pelo governo e muitas vezes pelos pais e alunos . Como respondeu o deputado Weliton Prado para a Valdene ( que manda e-mail todos os dias para os deputados ) "O governo é igual ao feijão , só funciona na pressão ." Mas agora você precisa se olhar no espelho e, diante dele, pensar : O que eu estou fazendo de pijama ? Com que cara vou olhar para os meus colegas que estão lutando? E, como eu espero que aconteça, tenho muita esperança nisso. Vamos alcançar nossos objetivos . Nosso salário vai melhorar . Ainda é tempo . Tire seu PIJAMA e junte-se a nós . Mostre a você mesmo e a seus alunos , filhos e familiares que você é um cidadão consciente , corajoso , companheiro , solidário e que sabe lutar por seus direitos . PS. Os erros de português não foram corrigidos e expressei aqui toda a minha emoção . Quero receber de cada um de vocês , uma resposta ao que escrevi. Um abraço , Vânia Cruz ------------------------------------------------------------------------ Eu admiro a atitude de nossa amiga em enviar este e-mail para todos os servidores da escola onde trabalhamos. Seria bom se tivéssemos mais professores (as) como esta! |
O Estado não pode contratar substitutos para os grevistas Posted: 03 May 2010 09:28 AM PDT Mais uma vitória, o SindUte consegue liminar do TJMG, que impede o estado de contratar servidores para o lugar dos grevistas. Segue abaixo o site do TJMG com os dados do processo: "Confiem sempre em seu sindicato. Ele é nossa referência e força como categoria" "Amanhã mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar" (Guilherme Arantes) A lei é soberana, faça valer os seus direitos! Ajude a compartilhar esta informação! Editado Por: Adão Maximo Trindade Graduando em Pedagogia |