segunda-feira, 12 de abril de 2010

TRABALHADORES(as) EDUCAÇÃO ENTRAM EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO


Trabalhadores/as da educação entram em greve por tempo indeterminado

A decisão foi tirada hoje (08.04) durante assembléia da categoria realizada no pátio da Assembléia Legislativa em Belo Horizonte/MG.
A atividade coordenada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) contou com grande participação dos trabalhadores/as em educação que, no período da manhã, se reuniram no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da UFMG.A principal reivindicação dos servidores/as é a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional de R$1.312,00 (valor atual). Segundo a direção do Sindicato, o reajuste salarial de 10% anunciado pelo Governador Aécio não modifica os salários recebidos pelos profissionais da educação. “Ao contrário do que foi divulgado pelo Governador, atualmente temos um teto salarial e não piso salarial. O valor de R$935,00 corresponde ao total da remuneração, ou seja, a um teto salarial. Minas Gerais tem o 8º pior salário do país. Esta situação é vergonhosa”, diz a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira. Após a assembléia, os trabalhadores seguem em passeata rumo à Praça Sete, onde a manifestação será encerrada.

Assessoria de Imprensa: Eficaz Comunicação (31) 30476122
Editado por: Adão Maximo Trindade

domingo, 11 de abril de 2010

Lidando com a síndrome da Hiperatividade e Déficit de Atenção

A hiperatividade e o déficit de atenção se apresentam em aproximadamente 5% das crianças de idade escolar, acometendo mais meninos do que meninas. Nesta fase, os sintomas de hiperatividade se sobressaem aos de déficit de atenção.

Indivíduos que apresentam de forma mais acentuada os sintomas de déficit de atenção tendem a ser desatentos, dispersos e com pouca concentração. Já os com hiperatividade, apesar de possuírem desempenho satisfatório, não conseguem ficar quietos, podendo atrapalhar a dinâmica da sala de aula.

Assim, tanto em um caso quanto em outro, o portador corre risco de não ter um desenvolvimento no aprendizado satisfatório e, ainda, de ser rejeitado pelos colegas. Diante destes fatos, fica claro a importância de se conhecer mais a respeito desta síndrome e também sobre ações a serem utilizadas para com seus portadores, em sala de aula. O texto em questão tem este propósito.

Primeiramente, nem toda criança desatenta e/ou muito agitada é, de fato, hiperativa e, desta forma, cabe ao professor comunicar aos pais a presença de determinados comportamentos, a fim de que estes busquem auxílio médico, a fim de se diagnosticar (ou não) a síndrome. Em muitos casos, estes podem ter outras causas, como a morte de um ente querido e problemas familiares.

Erros por descuido, desatenção, não conclusão de tarefas, dificuldades em organizar atividades e se manter em silêncio, facilidade de distração por estímulos externos, perda de materiais necessários para determinada atividade, agitação e, em muitos casos, impulsividade; tanto em atividades consideradas “chatas” quanto nas mais prazerosas; podem indicá-la.

Com um diagnóstico confirmado, é necessário o trabalho em conjunto de pais e professores. Este último poderá adotar algumas medidas:

- organizar a fileira em forma de “U”, para ter uma visão geral da sala (e do aluno);
- buscar um contato mais próximo com ele (se necessário, colocar este sentado próximo à sua mesa, acompanhando seu desenvolvimento);
- fazer um roteiro da aula, deixando claro a todos os alunos o que deve ser cumprido;
- observar a maneira com que este aluno aprende de forma mais satisfatória e se utilizar deste método;
- planejar aulas mais estimulantes;
- desenvolver atividades em conjunto com outros professores;
- delegar tarefas e responsabilidades compatíveis com sua idade;
- no caso do hiperativo, permitir com que saia da sala algumas vezes (para pegar giz, entregar um recado a outro professor, etc.), a fim de que se sinta valorizado, e também não saia da sala por conta própria; e dar pouca importância às infrações leves e ser firme e rígido em infrações graves;
- propor atividades diferenciadas quando necessário (como questões curtas, de múltipla escolha, ou com auxílio de imagens e esquemas);
- estimular que este se relacione com outros colegas;
- não permitir comentários maldosos nem comportamento excludente por parte dos colegas.

Pode ser interessante que pais e professores tenham contato diário, por meio de um caderno de recados específico para tal.

Fonte: Brasil escola

Editado por: Adão Maximo Trindade

Graduando em Pedagogia

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Como Identificar a Depressão em Crianças

Segundo especialistas, a depressão, que antes parecia um mal somente entre os adultos, tem afetado cerca de 2% das crianças do mundo.

Assim como ocorre sentimentos de tristeza e desapontamento em adultos, as crianças não estão isentas de senti-los. Mas quando esses sentimentos prolongam-se e comprometem a vida da criança é importante que os pais fiquem atentos.

Ainda não se tem conhecimento das causas da depressão em crianças, mas sabe-se que a mesma pode ser manifesta a partir de situações como problemas na escola, separação dos pais, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação.

Diferentemente dos adultos que se queixam de sentimentos de tristeza e falta de esperança quando manifestam a depressão, as crianças apresentam quadros caracterizados por irritabilidade, alterações repentinas do humor e comportamento provocativo. Sintomas esses que podem ser confundidos com birra ou falta de educação, mau humor, tristeza e agressividade.

Muitas crianças não sabem que estão deprimidas, então ao invés de verbalizarem seus sentimentos, passam a atuar de acordo com esses, o que poderá ser percebido como desobediência. Por isso, observe alguns sintomas que são comuns na depressão infantil:

• Angústia;
• Pessimismo;
• Irritabilidade, agressividade;
• Apatia;
• Isolamento Social;
• Falta de atenção;
• Insônia ou sono excessivo;
• Baixa auto-estima;
• Perda de interesse por coisas que antes gostava de fazer;
• Sentimento de cansaço e tédio em grande parte do tempo;
• Comportamentos destrutivos, voltados contra brinquedos ou outros objetos;
• Perda ou amento excessivo do apetite;
• Sentimentos de culpa.

Por Patrícia Lopes / Equipe Brasil Escola

Editado por: Adão Maximo Trindade

Graduando em Pedagogia UFOP/MG

Carta Aberta a Marx Num mundo sem ideologias e bandeiras...



“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.”

“De nada valem as ideias sem homens que possam pô-las em prática.”

“Quanto menos comes, bebes, compras livros, vais ao teatro e ao café, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim, todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça.”

Karl Marx
(Filósofo Alemão)

Amigo Karl,

Lembrei-me daquela sua frase de impacto que abre um de seus principais trabalhos, o "Manifesto". Você dizia que "um fantasma ronda a Europa". Certamente para tal período pensar em tais dimensões, ou seja, continentais, já parecia por demais de soberbo ou até mesmo exagerado na visão de tantas pessoas. Hoje temos que ir muito além do Velho Continente, do Novo ou mesmo do Novíssimo, pois que tal fantasma ronda todos os países do globo. Nesse aspecto vale rememorar um de seus principais discípulos, o Wladimir, aquele que liderou os russos em sua luta pela "ditadura do proletariado" e que depois teve que ceder espaço para um "déspota" nem um pouco esclarecido.

Lênin falava em "imperialismo como fase superior do capitalismo"... Talvez os termos estejam um tanto quanto em desuso, em virtude da desideologização dos embates e do próprio esvaziamento de qualquer disputa que hoje ocorra no planeta, exceto aquela que se processas à custa de fanatismos religiosos... Não mais cabe pensar em imperialismo talvez porque, apesar do Império do Tio Sam ainda existir e, da visível expansão do poderio e influência chinesa, por trás das bandeiras e nacionalidades estão os produtos, o comércio, as vendas, a lucratividade e a tal de "mais-valia" que você tão bem soube definir...

É Karl, o Materialismo triunfou, e não falamos aqui do Dialético ou tampouco do Histórico... O que prevaleceu foram os hábitos de consumo, o consumismo embalado pelos sonhos vendidos diariamente pelo marketing direto ou indireto, consciente ou inconsciente... Comprar é o verbo mais conjugado em todos os idiomas... No cartão de crédito, cheque ou dinheiro, tanto faz, o que importa é adquirir, dando em troca o suor do rosto, traduzido na forma de dinheiro, que de mero elemento de intercâmbio, tornou-se o maior dos pivôs de todas as grandes batalhas...

O Socialismo também virou produto. Tentaram exportar. Ninguém se preocupou em explicar ou ver se as pessoas queriam aceitar e assim viver... O comunismo, este já nem incomoda mais, nem os fascistas de plantão acreditam que tal fantasma, cadáver ou presunto (se é que algum dia chegou mesmo a tornar-se corpo - com músculos, sangue, carne e ossos) irá ressurgir tal qual o Jason, aquele de tantas Sextas-Feiras 13...

A verdade é que poucos entenderam ou se dispuseram a ir a fundo em suas brilhantes análises e teorias... Aqueles que conseguiram, quiseram empunhar as bandeiras de um mundo mais justo, equilibrado, harmônico, fraterno e de partilha... Tornaram-se mártires, enfeitam camisetas, boinas, bonés, pôsteres nas paredes, dão origem a filmes... Viraram produto, irônico, não é? De combatentes do Capital, transformaram-se em meios ou canais de obtenção de mais recursos, de mais fundos, de mais dinheiro... Viraram pó e, deste pó, tal qual a Fênix, transformaram-se em Capital...

Engels, seu parceiro de tantas obras e embates, creio eu, talvez tenha compreendido melhor como isto funciona, tendo em vista que durante suas vidas foi patrocinador de sua obra com dinheiro proveniente do capital das empresas familiares...

Mas não pense que o sonho acabou, só para lembrar outro cabeludo que por aqui passou... Suas lutas deram origem a direitos trabalhistas, a sindicatos, a revoluções (que infelizmente foram superadas pelo poder do capital e da ambição individual dos homens) e a uma centelha de sonho que ainda vive dentro de muitas pessoas, entre as quais, creio... Até em mim! E que sonho é este? Aquele de um mundo melhor, mesmo que para isto tenhamos que reinventar o capitalismo e as formas de opressão por ele geradas e por ti preconizadas...

Talvez o advento dos Verdes e de sua luta por um mundo menos poluído e devastado pela ambição consiga nos levar para uma realidade mais sustentável - tanto no que tange ao meio ambiente quanto no que se refere aos homens e seus pares...

É Karl, obrigado pelas lições, elas ainda estão por aqui, um tanto quanto inertes e insones neste momento, mas sobrevivem, seu legado enriqueceu a humanidade, mesmo que isto, aos seus olhos possa parecer um tanto quanto herético... O que vamos fazer dele ou com ele é a pergunta que permanece em tantas cabeças...

Pra você, um grande abraço!

fonte : João Luís de Almeida Machado.Doutor em educação PUC/SP

Editado por: Adâo Maximo Trindade

Graduando em Pedagogia UFOP/MG