domingo, 20 de setembro de 2009

ANALFABETISMO NO BRASIL

SEGUNDO PNAD 2008, BRASIL AINDA TEM 14,2 MILHÕES DE ANALFABETOS COM 15 ANOS OU MAIS

O Brasil ainda tem 14,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, segundo os dados mais recentes da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O estudo foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (18) e tem informações referentes ao ano de 2008.

Segundo a Pnad, um em dez brasileiros com 15 anos ou mais não consegue ler ou escrever um bilhete simples. Esse é o conceito de "analfabeto" para o IBGE. A taxa de analfabetismo divulgada neste ano na Pnad é de 10%, dado semelhante ao ano passado, quando a taxa ficou em 10,1%.
Para Maria Clara Di Pierro, professora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), enfrentar o analfabetismo não é estritamente uma questão de políticas educacionais, mas de políticas multissetoriais. Ela explica que o analfabetismo ocorre em duas vertentes: como resultado do contingente que hoje tem mais de 40 anos e não foi à escola e como consequência de condições precárias de vida de parte da população.

Mais de 25 anos
Dos 14,2 milhões de analfabetos, 95% têm 25 anos ou mais. É um contingente de 13,5 milhões de brasileiros. O Nordeste concentra mais da metade do total de analfabetos com mais de 15 anos, com 7,5 milhões. Nesses Estados a taxa de analfabetismo alcança 19,4% - ou seja, quase um em cinco habitantes da região não sabe ler nem escrever. A taxa do Norte é a segunda maior do país, com 10,7%.
Por ser a região mais populosa, o Sudeste fica em segundo lugar no ranking em números absolutos, com 3,6 milhões de analfabetos. O Sul continua com a menor taxa de analfabetos (5,5%), mas, ainda assim, acumula 1,1 milhão de analfabetos. O Centro Oeste, por sua vez, tem a menor quantidade de analfabetos, com 839 mil e taxa de 8,2%.
Analfabetismo funcional
O número de analfabetos funcionais continua alarmante: apesar da queda de 0,8% em relação à última taxa divulgada, em 2007, o Brasil ainda concentra 21% de pessoas com mais de 15 anos e com menos de 4 anos de estudo completos. Esse percentual representa, segundo os dados divulgados hoje, 30 milhões.

O analfabeto funcional sabe ler, mas não consegue consegue participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo de sua comunidade. Ele não é capaz de usar a leitura, a escrita e o cálculo para levar adiante seu desenvolvimento, segundo a Unesco.

Há mais homens entre os analfabetos funcionais: a taxa é de 10,2%. No grupo das mulheres, o percentual é de 9,8%. Todas as regiões registraram queda na taxa e o Nordeste continua sendo a que tem mais pessoas nessa condição, com 31,6% da população. A segunda maior taxa está no Norte, com 24,2%, seguida pelo Centro Oeste, com 19,2% e pelo Sul (16.2%). A região Sudeste é a que tem menor concentração de analfabetos funcionais: a taxa é de 15,8%.

Analfabetismo de 10 a 14 anos
Pelo Brasil, ainda há 492 mil crianças de 10 a 14 anos que não conseguem redigir bilhetes simples. O analfabetismo atinge 2,8% desta faixa etária no país. Isso significa que, a cada mil crianças, 28 são analfabetas.

O Nordeste é a região que tem, proporcionalmente, mais crianças em fase escolar analfabetas - ao todo, 5,3% da faixa dos 10 aos 14 anos. Segundo o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha, o número é preocupante. "O Brasil continua fabricando analfabetos", diz. Mesmo com o quadro insatisfatório, houve melhora de 2007 para 2008. A proporção, segundo a pesquisa anterior era de 3,1% - 0,3 pontos percentuais maior. Na contramão das estatísticas gerais do país, aparecem as regiões Sul e Sudeste - nas duas houve aumento do percentual de analfabetos (de 1% e 0,9%, respectivamente, para 1,3%).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

PROFUNCIONARIOS

Lula sanciona lei que valoriza funcionários de escolas públicas
A partir de agora, funcionários das escolas públicas de todo o Brasil, devidamente habilitados, passam a ser oficialmente reconhecidos como educadores. A lei 12.014/ 2009 foi sancionada na quinta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na sexta (07) no Diário Oficial da União. “É um momento histórico para a educação brasileira. Finalmente, esses profissionais tiveram sua dignidade resgatada”, comemora Roberto Leão, presidente da CNTE.
A sanção da lei, cujo texto foi mantido na íntegra pelo presidente da República, ocorreu menos de um mês após o projeto da senadora Fátima Cleide (PT/RO) ter sido aprovado no Senado. O texto modifica um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96), discriminando as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação, mediante a formação em cursos reconhecidos.
“Agora, o novo desafio é exigirmos a aplicabilidade da legislação e cobrar do Ministério da Educação maior empenho no desenvolvimento do Programa Profuncionário e a criação de cursos superiores para as áreas de apoio escolar”, afirma Leão. Ele diz que a sanção sem vetos da lei 12.014 valoriza mais de um milhão de trabalhadores em educação, e “é um incentivo à formação profissional dos funcionários de escolas, para que tenham o merecido valor na contribuição da melhoria da educação brasileira”.
O secretário adjunto de políticas sindicais da CNTE, José Carlos Prado, lembra que muitos estados ainda não oferecem o Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação (Profuncionário). "Sem essa capacitação, os trabalhadores não se profissionalizam. Este é o próximo desafio a ser vencido", pontua.
Sobre o curso
O Profuncionário é um curso de educação a distância ou presencial, em nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativa nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de educação básica.
Ele forma os profissionais nas seguintes habilitações: gestão escolar, alimentação escolar, multimeios didáticos, e meio ambiente e manutenção da infraestrutura. (CNTE)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

22 DE AGOSTO " DIA DO FOLCLORE BRASILEIRO"

Saci Pererê - Um Duende Brasileiro -
O mito do Saci data do fim do século 18 ou início do século 19. Está presente em muitas regiões do Brasil, desde o Amozonas ao Rio Grande do Sul. Saci é uma palavra tupi e pode ser usado como substantivo proprio ou comun. Há muitas variantes ou versões do personagem. Em algumas, o Saci é considerado um ser brincalhão, enquanto que em outras ele é visto como uma criatura do mal. Sua figura, no entanto, é sempre semelhante: um menino negro, de uma perna só, que fuma cachimbo e usa um gorro vermelho. Para alguns, é justamente este gorro que lhe dá poderes mágicos. Entre outros, o poder de desaparecer e aparecer quando quiser. O Saci gosta de travessuras e se diverte espantando cavalos, ou trançando-lhes a crina, queimando a comida e acordando as pessoas com gargalhadas. Também gosta de esconder brinquedos e derramar sal nas cozinhas. Ele não atravessa córregos nem riachos. Se alguém for perseguido por um saci, deve jogar cordas com nós em seu caminho, pois ele vai parar para desatar os nós. Dizem que os sacis viajam no interior de redemoinhos de vento. Se alguém jogar no redemoinho um rosário ou uma peneira, pode capturá-lo. Se conseguir tomar sua carapuça, vai realizar um desejo. Na origem do mito do Saci encontram-se alguns pássaros, capazes de enganar os homens com seu assobio, pois, como ventríloquos, essas aves seriam capazes de projetar sua voz, de modo que quem o escuta não sabe ao certo onde ele está. Entre outros pássaros, o Saci é identificado com o Sem-fim (Tapera naevia). Também pode ser o Mati-taperê ou Matita-Pereira ou ainda Matintapereira(Cuculus cornutus). Este último faz parte de algumas crenças indígenas, segundo as quais os pajés ou feiticeiros se transformam nesse pássaro para se transportar de um lugar a outro e levar a cabo uma vingança. No Estado de São Paulo e no município de Vitória, por leis locais, o 31 de outubro é o dia do Saci, que busca transformar num evento mais brasileiro o dia das bruxas ou , do folclore norte-americano. O Saci Pererê também se transformou em personagem nos livros de e em histórias em quadrinhos, no traço bem humorado de Ziraldo, o conhecido autor de "O Menino Maluquinho".
ATIVIDADES PARA SALA DE AULA
TRABALHO
DIA DO FOLCLORE ( 22 DE AGOSTO )

Roteiro para a pesquisa
Faça uma pesquisa sobre o folclore e procure saber:
1 – Qual é o significado da palavra folclore?

2-Quais os grupos sociais que contribuíram para a formação do folclore brasileiro? Escreva uma contribuição de cada grupo.

3 No folclore temos várias manifestações artísticas. Assim, escreva :
· Uma parlenda
· Um trava-língua
· Uma adivinha ( com resposta )
· Uma simpatia
· Uma superstição
· Um ditado popular
· Um artesanato ( de uma região do Brasil)
· Um Remédio caseiro
· Uma dança ou uma festa
· Uma cantiga
· Um mito
·
4) Faça uma capa com um dos personagens do folclore brasileiro ( use a criatividade )

Você poderá utilizar fotos, desenhos, internet, livros e a apostila de História para obter as informações solicitadas. (Não se esqueça que capricho e organização também estarão sendo avaliados ) trabalho escrito a mão.
TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO
O SACI-PERERÊ

O SACI-PERERÊ CHEGA NO VENTO.
ELE USA ROUPA VERMELHINHA, GORRINHO NA CABEÇA E FUMA CACHIMBO. ELE PULA NUM PÉ SÓ.
GOSTA DE ESCONDER AS COISAS DAS PESSOAS E FAZER TRANCINHAS NA CRINA DOS CAVALOS.
O SACI-PERERÊ TINHA MANIA DE FUMAR O CACHIMBO DO VOVÔ PEDRO.
TODA NOITE, VOVÔ PEDRO PUNHA FUMO NO SEU CACHIMBO.
NO DIA SEGUINTE, NADA! ERA ARTE DO SACI-PERERÊ.
VOVÔ RESOLVEU PREGAR UMA PEÇA NELE.
EM LUGAR DE FUMO, VOVÔ COLOCOU PÓLVORA NO CACHIMBO.
O SACI-PERERÊ CHEGOU QUIETINHO, PEGOU O CACHIMBO E CATAPLUM!!!!! O CACHIMBO ESTOUROU!
COM O SUSTO, O SACI SAIU VENTANDO NUM PÉ SÓ.
VOVÔ DEU RISADA DO SUSTO DELE E FALOU:
— PREGUEI UMA PEÇA NO SACIZINHO. MAS VOU SENTIR FALTA DE SUAS ARTES.
RESPONDA:

1. QUEM SÃO OS PERSONAGENS DA HISTÓRIA?
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2. QUE ARTES O SACI GOSTA DE FAZER?
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3. QUAL FOI A PEÇA QUE VOVÔ PREGOU NO SACI?
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4. ESCREVA O BARULHO QUE O CACHIMBO COM PÓLVORA FEZ:
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5. O QUE FEZ O SACI DEPOIS QUE O CACHIMBO ESTOUROU?
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6. O QUE VOCÊ FARIA SE TIVESSE O GORRO DO SACI?
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CUIDADOS COM A GRIPE SUINA.

O álcool em gel é mais eficaz do que lavar as mãos com água e sabão?
Ambos são seguros na prevenção de doenças, como a gripe suína, mas são necessárias algumas recomendações para quem opta pelo álcool em gel.
Com recente aumento dos casos de gripe A no Brasil, provocada pelo vírus H1N1, a demanda pelo uso de álcool em gel para limpar as mãos cresceu muito. As farmácias de todo o país têm abastecido suas prateleiras com o produto, que também está sendo adotado em escolas, empresas, agências de turismo e até mesmo nas praças de alimentação de shopping centers. Os profissionais de saúde recomendam a higienização frequente das mãos como uma das principais formas de evitar o contágio da doença. Mas será que o álcool pode substituir o bom e velho sabão? "Tanto o sabonete comum quanto o álcool em gel são eficazes para a limpeza das mãos e podem evitar a contaminação pelo vírus da nova gripe e outras doenças, como diarréias - que em alguns casos podem provocar surtos em escolas e creches - e todas as enfermidades de transmissão respiratória, como a influenza”, afirma a médica Ana Freitas Ribeiro, diretora da Central de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Segundo ela, não há diferença de eficácia entre os dois métodos. “Entretanto, se houver sujidade aparente, é necessário lavar as mãos com água e sabão”, ressalta. Quem opta pelos sabonetes antissépticos têm ainda uma leve vantagem em relação aos comuns. "Eles apresentam ação residual, ou seja, permanecem ativos por mais tempo nas mãos”. Isso significa que a duração de proteção contra germes, vírus e bactérias é maior.
Para quem opta pelo álcool, a médica indica que a concentração alcoólica do produto deve ser superior a 70% para matar bactérias e vírus. “Além disso, para a limpeza das mãos, deve ser utilizado o álcool em gel, que contém substâncias que evitam o ressecamento da pele. Assim, o líquido deve ser usado somente para a limpeza de superfícies”. De acordo com Ana Freitas, o produto também possui ação residual, como os sabonetes antissépticos, mas lembra que, mesmo assim, é necessário higienizar as mãos com frequência, principalmente após tossir, espirrar e ter contato com superfícies, onde o vírus da gripe pode permanecer vivo por até oito horas. “A higienização também é recomendada antes de comer e depois de usar banheiros”.